Confirmam feminicídio em Villa Clara: a vítima é uma mulher com mais de 60 anos

Organizações feministas em Cuba confirmam o feminicídio de Rosa Delia Morales em Villa Clara, totalizando 27 casos em 2025. A comunidade lamenta a perda de uma mulher querida e respeitada.

Rosa Delia Morales ao lado de seu parceiro e feminicidaFoto © Facebook/Placido Ferreiro Romero

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Organizações feministas independentes confirmaram o feminicídio em Placetas, Villa Clara, de Rosa Delia Morales.

“Lamentamos 1 novo feminicídio em Cuba, com a morte violenta de uma pessoa idosa às mãos de seu parceiro. Confirmamos a morte de Rosa Delia (Rosy) Morales, de entre 61 e 62 anos de idade, em sua casa em Placetas, Villa Clara. Foi atacada no dia 22 de agosto por seu parceiro, que em seguida tirou a própria vida”, pode-se ler em um tuíte de Alas Tensas.

A organização enviou “condolências a seus familiares e numerosas amizades, que sofrem o impacto da violência feminicida que se esconde em lares aparentemente pacíficos”.

Dessa forma, até agora em 2025, as articulações feministas independentes cubanas confirmaram 27 feminicídios, 1 assassinato de homem por motivos de gênero e 3 tentativas de feminicídio.

Asimismo, investigam 4 alertas de possível feminicídio, cada uma em Holguín, Santiago de Cuba, Villa Clara e Camagüey.

Os fatos

O feminicídio de Rosa Delia Morales comoveu a localidade de Placetas, em Villa Clara.

Segundo publicações nas redes sociais, o homem, conhecido como El Caña, teria tirado a vida de sua companheira, Rosa Delia Morales, para depois tirar a própria vida. Os corpos foram encontrados por familiares após dois dias sem notícias.

Vizinhos descreveram El Caña como um homem tranquilo e jovial, o que gerou ainda mais surpresa e incredulidade.

Amigos e parentes de Rosa Delia expressaram sua dor em mensagens repletas de carinho e desespero. “Minha grande amiga, minha mentora de grandes ensinamentos... sempre nos lembraremos de você, todos nós que compartilhamos grandes momentos da vida ao seu lado”, escreveu uma amiga próxima.

A tragédia consternou toda a comunidade, que se lembra de Rosa como uma mulher querida e respeitada, e que agora se torna a nova vítima da violência machista que atinge a ilha.

Uma sobrinha agradeceu pelas mensagens de apoio recebidas e expressou: “Obrigada a todos pelos belos comentários sobre minha tia. Que Deus me guie pelos caminhos dela para ser tão maravilhosa quanto ela.”

Perguntas frequentes sobre feminicídios em Cuba

O que ocorreu no feminicídio de Villa Clara?

O feminicídio em Villa Clara envolveu Rosa Delia Morales, uma mulher de entre 61 e 62 anos, que foi assassinada por seu parceiro, conhecido como El Caña, no dia 22 de agosto de 2025. O agressor tirou a própria vida após cometer o crime. Este trágico acontecimento gerou consternação na comunidade de Placetas.

Quantos feminicídios foram confirmados em Cuba em 2025?

Até a data da notícia, as organizações feministas independentes em Cuba confirmaram 27 feminicídios em 2025. Além disso, registraram um assassinato de um homem por motivos de gênero e três tentativas de feminicídio, ao mesmo tempo em que investigam quatro alertas adicionais de possíveis feminicídios em diferentes províncias do país.

Qual é a postura do governo cubano sobre os feminicídios?

O governo cubano não reconhece oficialmente o termo "feminicídio" e não o tipificou como delito no Código Penal vigente. Essa falta de reconhecimento dificulta a implementação de políticas efetivas para prevenir e sancionar esses crimes. Apesar da pressão social, as autoridades têm sido reticentes em admitir a gravidade do problema e não forneceram dados oficiais sobre feminicídios.

Quais ações as organizações feministas em Cuba realizam diante da violência de gênero?

As organizações feministas independentes, como Yo Sí Te Creo em Cuba e o Observatório de Gênero de Alas Tensas, documentam e verificam casos de feminicídio diante da falta de informação oficial. Também incentivam a população a denunciar crimes de violência machista e defendem a criação de leis abrangentes que protejam as mulheres e previnam esses crimes. No entanto, enfrentam dificuldades devido à desconexão tecnológica e à falta de apoio estatal.

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