O primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, propôs ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como candidato ao Prêmio Nobel da Paz, durante um encontro realizado nesta segunda-feira na Casa Branca, em meio aos esforços do republicano para promover um acordo de cessar-fogo em Gaza.
Ambos líderes se reuniram em Washington pela terceira vez desde que Trump voltou ao poder em janeiro. O encontro ocorreu no Salão Azul da residência presidencial, onde jantaram acompanhados de suas respectivas delegações.
No início do encontro, Netanyahu entregou a Trump uma cópia de uma carta dirigida ao comitê norueguês do Nobel, apoiando sua nomeação. “Ele está forjando a paz enquanto falamos, em um país e uma região após a outra”, declarou o primeiro-ministro israelense.
A reunião aconteceu em um momento crucial. Há pouco mais de duas semanas, Trump ordenou um bombardeio sobre instalações nucleares iranianas, uma ação que ele e Netanyahu qualificaram como uma “vitória histórica”.
Também foi a primeira vez que se encontraram desde que o mandatário americano anunciou um cessar-fogo de 60 dias entre Israel e Hamás, com o qual espera facilitar a liberação de reféns e avançar em direção a uma solução diplomática.
Netanyahu mostrou-se disposto a alcançar um acordo com o Irã, embora tenha reiterado que isso não implicará o reconhecimento de um Estado palestino. “Construiremos a paz com aqueles que não querem nos destruir”, disse.
Durante o jantar, discutiu-se também a situação em Gaza, o programa nuclear iraniano e a possível expansão dos Acordos de Abraão. Trump afirmou que outros países da região “respeitam os Estados Unidos e Israel” e confia que sua recente ofensiva militar irá levar mais nações a normalizar suas relações com o governo israelense.
Enquanto isso, o número de mortos em Gaza ultrapassa 57.500, segundo autoridades locais, e as negociações no Catar sobre a troca de reféns continuam. A proposta liderada por Trump incluiria a liberação de presos palestinos e restrições para o Hamás, como a proibição de transmitir as entregas.
FAQ sobre a Proposta de Netanyahu para o Prêmio Nobel da Paz a Trump
Por que Netanyahu propôs Trump para o Prêmio Nobel da Paz?
Netanyahu propôs a Trump para o Prêmio Nobel da Paz devido aos seus esforços para alcançar um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamás. Segundo Netanyahu, Trump está "construindo a paz ao redor do mundo", e sua liderança tem sido fundamental na negociação da trégua de 60 dias, o que poderia facilitar a liberação de reféns e avançar em direção a uma solução diplomática na região.
O que implica o plano de Trump para a Faixa de Gaza?
O plano de Trump para Gaza inclui que os Estados Unidos assumam o controle da Faixa e liderem sua reconstrução. Isso implica a remoção de explosivos e a criação de novas infraestruturas, além de um possível reassentamento da população palestina em outras regiões. A proposta gerou rejeição entre os países árabes, que temem a desestabilização da área e que isso possa prejudicar o processo de paz.
Como a comunidade internacional reagiu ao plano de Trump para Gaza?
A comunidade internacional demonstrou um rejeição generalizada ao plano de Trump para Gaza. Especialmente os países árabes, como Egito e Jordânia, que alertam que a proposta pode desestabilizar a região e colocar a paz em perigo. Além disso, líderes do Hamás classificaram a proposta como absurda e uma demonstração de ignorância sobre a Palestina e o Oriente Médio.
Qual é a situação atual em Gaza após o acordo de cessar-fogo?
A situação em Gaza continua crítica, apesar do acordo de cessar-fogo. Embora uma trégua de 60 dias tenha sido estabelecida, as negociações continuam no Qatar sobre a troca de reféns. O número de mortos em Gaza ultrapassa 57.500 e a reconstrução da região continua a ser um tema de intensa discussão internacional.
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