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A história de Ashlin Naara Perdomo Núñez volta a angustiar Cuba. Sua mãe, Yeni Núñez Jerez, denunciou que inspetores do Instituto Nacional de Ordenamento Territorial e Urbanismo (INOTU) em Colón, Matanzas, a obrigaram a demolir o quarto que estava construindo para as terapias de sua filha doente.
“Eu pensava em esperar o novo ano 2026 com o novo quarto pronto para as terapias da Ashlin. Infelizmente, quando já ia colocar o teto, apareceram como por arte de mágica os inspetores do INOTU e... ¡PUFFF!, acabaram-se os planos: ‘uma construção ilegal, tem que derrubá-la' e com uma multa também’”, escreveu Núñez no grupo de Facebook Todos Somos Ashlin.
A mãe relatou que investiu mais de 300 mil pesos cubanos na obra, reunindo o dinheiro “após meses trabalhando sob o sol e noites sem dormir cuidando de Ashlin”.
No entanto, o esforço se perdeu em meio à burocracia e à insensibilidade estatal. “Cada pancada que dei para destruí-lo doía até os ossos e me oprimia o peito”, confessou.
Apesar de explicar as necessidades médicas de sua filha, as autoridades a advertiram que, se não demolisse, seria multada novamente e processada judicialmente.
“Fiquei sem forças, sem dinheiro e até sem remédios para os nervos. Nunca me perguntaram como estava minha menina, apenas havia exigências para que eu demolisse ou eles fariam isso”, lamentou.
Yeni comparou seu caso com outras ilegalidades toleradas em Colón: “Disseram-me que as outras ilegalidades eram antigas e a minha era nova. Meu Deus Santo, até onde chegamos!”.
Uma menina que comove Cuba desde 2020
O caso de Ashlin se tornou conhecido em 2020, quando sua mãe pediu um visto humanitário para tratá-la nos Estados Unidos. Lá, foi confirmado que ela sofria de uma doença neurodegenerativa incurável. Yeni e sua pequena retornaram a Cuba e, desde então, essa mãe tem enfrentado sozinha a falta de medicamentos, equipamentos e atendimento médico na ilha.
Nos últimos meses, a menina enfrentou ainda um quadro de chikungunya que agravou sua saúde delicada.
“Em 2026, espero paz para minha família e para todos os cubanos comuns, que nenhuma mãe de uma criança com necessidades especiais precise derramar uma lágrima por se sentir humilhada”, escreveu Yeni.
O regime cubano, que não tem sido capaz de garantir uma habitação adequada nem medicamentos básicos para Ashlin, agora destrói o pouco que a família consegue levantar com esforço próprio. Em vez de apoiar, castiga. Em vez de construir, destroi os sonhos de uma mãe que apenas busca aliviar a dor de sua filha.
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