Os EUA reformam os vistos H-1B para proteger empregos e salários dos americanos



Os EUA reformam os vistos H-1B priorizando habilidades e salários altos para proteger empregos locais. Eliminam o sorteio aleatório e exigem maior controle sobre os solicitantes, alinhando-se à política de Trump.

Formulário de visto americano (Imagem de referência)Foto © Facebook/Embaixada dos Estados Unidos no México

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O governo dos Estados Unidos anunciou uma reforma importante no programa de vistas H-1B, com o objetivo de proteger os salários, as condições de trabalho e as oportunidades de emprego dos trabalhadores americanos, conforme informou o Departamento de Segurança Nacional (DHS).

A nova normativa elimina o sistema de sorteio aleatório que era utilizado até agora para a atribuição dos vistos e o substitui por um processo de seleção ponderada, que dará prioridade a trabalhadores estrangeiros com maior qualificação e salários mais altos.

“O processo de seleção aleatória existente foi explorado e abusado por empregadores americanos que buscavam importar trabalhadores estrangeiros com salários mais baixos do que pagariam a trabalhadores americanos”, afirmou Matthew Tragesser, porta-voz do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS).

Segundo explicou o funcionário no texto publicado pelo DHS, o novo sistema está mais alinhado com a intenção original do Congresso para o programa H-1B e reforça a competitividade do país, incentivando as empresas a contratar talentos estrangeiros altamente qualificados e bem remunerados, sem prejudicar a força de trabalho local.

Atualmente, o número de vistos H-1B está limitado a 65.000 por ano, com 20.000 adicionais reservados para pessoas com diplomas avançados obtidos em universidades americanas. O sistema de sorteio foi criticado durante anos por permitir que empregadores inescrupulosos saturassem o processo com solicitações de trabalhadores de baixa qualificação e baixos salários.

Com a reforma, aumentará a probabilidade de que os vistos sejam concedidos a candidatos com melhores credenciais profissionais e níveis salariais mais altos, embora o DHS tenha garantido que o programa continuará permitindo a contratação em todas as faixas de salário.

A nova regra entrará em vigor em 27 de fevereiro de 2026 e será aplicada à temporada de registro do ano fiscal de 2027.

Esta medida faz parte de uma estratégia mais abrangente da administração de Donald Trump para fortalecer a integridade do programa H-1B. Entre as mudanças recentes está uma Proclamação Presidencial que exige dos empregadores o pagamento de 100.000 dólares adicionais por cada visto como condição para serem elegíveis.

“Como parte do compromisso da Administração Trump com a reforma do H-1B, continuaremos exigindo mais tanto de empregadores quanto de solicitantes para evitar que os trabalhadores americanos sejam prejudicados e para colocar os Estados Unidos em primeiro lugar”, destacou Tragesser.

A reforma ocorre também em um contexto de maior escrutínio político e ideológico sobre os solicitantes de visas H-1B. No início de dezembro, a administração lançou uma ofensiva contra o que considera censura da liberdade de expressão, focando-se especialmente em solicitantes vinculados à moderação de conteúdo, verificação de dados e segurança digital em plataformas tecnológicas.

Um memorando interno do Departamento de Estado, revelado pela agência Reuters, instruiu os consulados americanos a revisar minuciosamente os históricos de trabalho, currículos e perfis em redes sociais dos solicitantes e de seus familiares, para detectar possíveis vínculos com atividades consideradas censura.

De acordo com a diretiva, se for determinado que um solicitante foi “responsável ou cúmplice de censura de expressões protegidas nos Estados Unidos”, deverá ser emitido um parecer de inelegibilidade conforme à Lei de Imigração e Nacionalidade.

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