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Este domingo conclui a temporada ciclônica de 2025, que em Cuba foi marcada pela passagem devastadora do furacão Melissa no leste.
“Hoje é o último dia da temporada de furacões de 2025. O mês de novembro foi muito tranquilo este ano, sem tempestades nomeadas. Nem mesmo foram mencionadas perturbações na previsão do tempo tropical durante todo o mês”, informava no X neste domingo o National Hurricane Center (NHC).
Segundo Prensa Latina, nesta temporada formaram-se 13 ciclones tropicais, todos tempestades nomeadas, pois alcançaram a categoria de tempestade tropical.
Desses, cinco se tornaram furacões e quatro foram de grande intensidade. Ademais, desses furacões intensos, alcançaram a categoria máxima, algo que só havia acontecido antes em 2005, quando quatro atingiram esse patamar.
Estes são Erin, Humberto e Melissa, que atingiram a categoria cinco na escala Saffir-Simpson.
Melissa foi o mais destrutivo de 2025 e, historicamente, o terceiro pior já registrado no Atlântico, atrás de Gilberto (1988) e Wilma (2005), após sua passagem devastadora por Jamaica, Haiti, República Dominicana e o leste de Cuba.
Melissa produziu uma rajada de vento de 405 km/h, catalogada por especialistas como a mais intensa registrada na bacia do Atlântico e a segunda em nível mundial.
O primeiro ciclone formado foi Andrea, no dia 23 de junho passado, e na temporada também foram registradas 13 depressões e a mesma quantidade de tempestades, conforme informações
Trata-se também da primeira temporada nos EUA em uma década sem nenhum impacto notável em terra de furacões.
Em julho, apenas a tempestade tropical Chantal afetou a costa leste dos Estados Unidos, e em agosto se formou o poderoso furacão Erin.
A mediados de setembro, formou-se o furacão Gabrielle no Atlântico central, seguido pelos furacões Humberto e Imelda, que afetaram significativamente as ilhas Bermudas
Os meteoros em 2025 foram Andrea, Barry, Samanta, Dexter, Erin, Gabrielle, Humberto, Imelda, Jerry, Karen, Lorenzo, Fernand e Melissa.
Melissa em Cuba
Três semanas após a passagem devastadora do furacão Melissa, o leste cubano continua tentando curar suas feridas mais profundas. As cifras oficiais falam de avanços, porcentagens e "processos de certificação", mas nas cidades de Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo, a recuperação parece menos matemática e mais humana.
Um caminho lento, irregular e marcado pela ansiedade de milhares de famílias que ainda lidam com danos em suas casas, a falta de serviços básicos e a incerteza de quanto tempo levará para voltar a viver com normalidade.
O furacão Melissa afetou mais de 3,5 milhões de cubanos, de acordo com novas estimativas das Nações Unidas que elevam consideravelmente as cifras iniciais publicadas pelo governo da ilha.
A informação foi divulgada pela agência EFE, que citou um relatório oficial da ONU elaborado após uma visita de avaliação às áreas mais devastadas do leste cubano, onde o ciclone fez landfall há doze dias com categoria 3 na escala Saffir-Simpson.
De acordo com o relatório, mais de 90.000 habitações sofreram danos parciais ou totais e algumas 100.000 hectares de cultivo foram devastados.
Recentemente, as autoridades cubanas informaram que mais de 95 mil residências foram danificadas só na província de Santiago de Cuba.
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