
Vídeos relacionados:
As autoridades de Río Cauto, na província de Granma, afirmaram que o Estado “subsidia, mas não doa” os colchões entregues às famílias afetadas pelo furacão Melissa.
A informação foi publicada no Facebook por José Manuel Rodríguez Valdivia, quem se identifica como funcionário do governo local e porta-voz do Departamento de Prevenção e Trabalho Social.
Em sua publicação, explicou que existem dois tipos de colchões distribuídos: uns provenientes de doações, que são entregues gratuitamente, e outros adquiridos pelo Estado, cujo preço base é de 911 pesos.
Segundo Rodríguez, o Estado "subsidia" 50% do custo para aqueles que "têm solvência econômica" e assume 100% nos casos de assistência social.
“Além disso, é oferecida a facilidade de pagamento com cartão, adaptando-se à capacidade de cada lar”, afirmou o funcionário.
No entanto, na prática, muitas das famílias afetadas pelo furacão perderam suas casas e pertences, e sobrevivem com salários estatais que não são suficientes para repor o que foi perdido.
O passo do furacão Melissa em outubro causou severas consequências no leste cubano, especialmente em Granma, onde comunidades como Rio Cauto sofreram inundações, danos em residências e perdas materiais consideráveis.
Nesse contexto, a medida do governo de cobrar parte do custo dos colchões dos afetados é uma demonstração de insensibilidade diante do sofrimento dos mais vulneráveis.
Enquanto as autoridades locais insistem que se trata de um mecanismo “justo e subsidiado”, a realidade é que, em um país onde o salário médio mal chega a 6.000 pesos, exigir pagamentos de pessoas que perderam tudo se torna mais um golpe em uma população já exausta pela crise econômica e pelos contínuos desastres naturais.
Após a passagem de Melissa pelo oriente de Cuba, mais uma vez o governo cubano recorreu à sua fórmula repetida de “ajuda” após desastres naturais: anunciar reduções nos preços dos materiais de construção e oferecer créditos bancários àqueles que já não têm nada.
No entanto, a grande questão não é apenas se realmente o regime tem desejos de "ajudar", mas sim, em uma nação com uma indústria de materiais de construção deprimida, ¿de onde vêm estes?
Arquivado em: