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O governante cubano Miguel Díaz-Canel visitou nesta terça-feira várias comunidades do município de Río Cauto, na província de Granma, severamente afetadas pelas inundações provocadas pelo furacão Melissa, repetindo suas já habituais promessas de apoio e reconstrução que, segundo os cubanos, “nunca se cumprem”.
Segundo reportou a página Presidencia Cuba no Facebook, o também presidente do Conselho de Defesa Nacional percorreu a comunidade de El Recreo, onde mais de 14.000 pessoas tiveram que ser evacuadas.
Ninguém ficará desamparado e que o país os ajudará a se reerguer.
Os produtores e vizinhos relataram ao governante como o furacão Melissa e as inundações consequentes causaram a perda de meses de trabalho nas plantações de mandioca, batata-doce, banana e em uma estrada que havia sido construída no ano passado.
Em El Recreo, uma das áreas mais afetadas, as plantações de pimenta, abóbora, milho e batata-doce foram completamente destruídas. A maioria das casas sofreu danos e muitas famílias perderam tudo.
Dos 20.570 habitantes do município, mais de 14.000 foram evacuados para abrigos improvisados ou casas de familiares.
Díaz-Canel, acompanhado de autoridades locais do Partido Comunista, questionou sobre a situação da água e dos alimentos, e pediu para "seguir os protocolos de segurança sanitária".
Também percorreu o assentamento de San Marcos, onde produtores da Cooperativa Carlos Bastidas Azcuy explicaram as perdas nas plantações e caminhos rurais devastados pela cheia do rio Cauto.
Vocês são pessoas trabalhadoras, vão se recuperar, o mais importante é que estamos vivos, disse o mandatário, sem oferecer detalhes concretos sobre a ajuda que receberão os afetados nem prazos para a reconstrução.
O governante voltou a usar o mesmo discurso que emprega após cada desastre natural, assegurando que “ninguém ficará desamparado”.
No entanto, em localidades que ainda aguardam reparações pelos danos do furacão Ian (2022) ou pelas inundações de 2023, suas palavras parecem vazias.
Em Camilo Cienfuegos, outra comunidade de Río Cauto, mais de 1.000 pessoas foram evacuadas após o transbordamento do rio.
Díaz-Canel também visitou o centro de evacuação instalado na escola Batalla de Guisa, onde permanecem cerca de 600 pessoas. Ali pediu “paciência” e alertou que o retorno para casa deve ser feito “quando as condições permitirem”.
O passo do huracán Melissa deixou um panorama desolador no oriente cubano: milhares de casas destruídas, plantações perdidas, estradas intransitáveis e comunidades isoladas.
Apesar disso, o Governo continua sem apresentar um plano concreto de reconstrução, além de visitas oficiais e promessas.
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