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A represa Cauto del Paso, na província de Granma, reduziu de maneira significativa seu fluxo de descarga nas últimas horas, após vários dias de intensas descargas que provocaram graves inundações na região após a passagem do furacão Melissa.
Segundo o mais recente relatório das autoridades hidráulicas da região, o reservatório mantém atualmente um fluxo de 1.200 metros cúbicos por segundo (m³/s), uma cifra bem abaixo dos quase 4.000 m³/s que chegou a liberar durante seu ponto máximo de vertimento.
Diminui a vazão e melhora o comportamento hídrico
O relatório, publicado pela página CNC TV Granma em Facebook e compartilhado no final da noite deste domingo através do perfil de Yudelkis Ortiz Barceló, presidenta do Conselho de Defesa Provincial e primeira secretária do Partido Comunista de Cuba em Granma, confirma uma tendência contínua de diminuição do volume de água na bacia do rio Cauto.
De acordo com o relatório oficial, a descarga de entrada no reservatório é de 900 m³/s, inferior ao volume de saída, o que indica que a represa continua liberando de forma controlada o excesso de água armazenada durante as intensas chuvas.
Uma operação crítica após dias de inundação
Durante o período de máxima descarga, o despejo da represa —junto aos escoamentos naturais e às fortes precipitações associadas ao furacão Melissa— provocou extensas inundações em comunidades do município de Río Cauto, onde numerosas moradias foram alagadas ou destruídas.
As autoridades locais ativaram operações de emergência e evacuções para proteger os residentes dos assentamentos mais afetados, em meio a uma situação que levou a represa a operar perto de sua capacidade máxima.
Alívio após a emergência
A redução do caudal ocorre após a passagem devastadora do furacão Melissa, que atingiu o leste cubano com chuvas torrenciais, ventos huracanados e severas cheias de rios.
O fenômeno deixou um panorama crítico na bacia do Cauto, onde a acumulação de água em represas e reservatórios atingiu níveis históricos, obrigando as autoridades hidráulicas a manter um vertimento controlado para evitar danos maiores nas estruturas.
Durante os dias seguintes ao impacto do furacão, as províncias orientais —especialmente Granma, Holguín e Santiago de Cuba— enfrentaram inundações extensas, cortes de energia e danos em comunidades rurais, resultado da saturação do solo e da transbordamento dos afluentes do Cauto.
A diminuição progressiva do fluxo na represa marca agora o início de uma fase de estabilidade relativa, embora os especialistas alertem que a vigilância deve ser mantida diante da possibilidade de novas chuvas na região.
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