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O governante cubano Miguel Díaz-Canel publicou nesta quarta-feira várias mensagens em sua conta oficial no X (anteriormente Twitter) após o impacto do furacão Melissa no leste do país, onde causou uma onda de destruição e danos generalizados.
“Foi uma madrugada muito complexa. Danos consideráveis, e o furacão Melissa ainda está sobre o território cubano. Peço ao nosso povo que não se confie, mantenha a disciplina e continue em segurança. Assim que as condições permitirem, vamos para a recuperação. Estamos prontos”, escreveu o mandatário no dia 29 de outubro junto a uma atualização do Instituto de Meteorologia de Cuba.
Pouco depois, compartilhou outra mensagem na mesma rede social, afirmando que manteve comunicação com as autoridades do Partido Comunista nas províncias orientais: “Mantivemos comunicação durante toda a madrugada com os primeiros secretários do Partido das províncias orientais, a última há apenas alguns minutos. O controle sobre a situação se mantém. Nos preparamos para o pior cenário e as medidas foram efetivas”, expressou, acompanhado da hashtag #FuerzaCuba.
Um dia antes do impacto, Díaz-Canel presidiu no Malecón habanero o ato político-cultural pelo 66º aniversário do desaparecimento de Camilo Cienfuegos, enquanto o país se encontrava em emergência nacional devido à iminência do furacão Melissa. A simultaneidade do ato com o agravamento do panorama meteorológico gerou questionamentos “pelo contraste entre o desfile ritual e a urgência de proteção civil na antecâmara de impactos maiores”.
Na mesma jornada, em uma declaração televisiva, Díaz-Canel convocou a população a “agir com responsabilidade” diante da passagem do furacão, que classificou como “um dos mais fortes ou talvez o mais severo que já tenha passado pelo território nacional”. Nessa intervenção, assegurou que foram tomadas todas as medidas e que brigadas de diferentes setores estavam mobilizadas “para iniciar a recuperação assim que as condições permitirem”.
Impacto no oriente cubano
O furacão Melissa fez landfall na madrugada de quarta-feira na costa sul de Santiago de Cuba, com ventos máximos sustentados de 195 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC). Em seu avanço, causou danos graves em infraestruturas, residências e redes elétricas, além de inundações severas.
Testemunhos compartilhados nas redes mostraram cenas de destruição em diversos bairros santiaguenses, com "árvores arrancadas pela raiz, postes de eletricidade colapsados, telhados desprendidos e ruas transformadas em rios". Em Guamá, onde o fenômeno fez landfall, as ondas superaram os quatro metros e as residências próximas à costa apresentaram danos severos. Em Palma Soriano, a represa Charco Mono transbordou, enquanto em San Luis um polo produtivo ficou completamente alagado.
Melissa se afasta de Cuba
Na manhã de quarta-feira, o furacão Melissa começou a se deslocar para o nordeste, preparando-se para deixar Cuba em direção às Bahamas. Com ventos sustentados de 165 km/h, o sistema mantinha avisos de furacão para as províncias de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo, Holguín e Las Tunas.
As precipitações acumuladas superavam os 250 milímetros em Santiago de Cuba e os 300 milímetros na Sierra Maestra, com risco de inundações repentinas e deslizamentos de terra. Embora tenha perdido intensidade, o NHC alertou que Melissa continuava sendo “um furacão forte e perigoso”.
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