Detêm mãe e padrasto responsáveis por maltrato infantil que causou repúdio em Cuba

A polícia de Holguín prendeu Elizabeth González Díaz e seu parceiro por maus-tratos infantis em Cuba. O caso provocou indignação após a viralização de um vídeo mostrando abusos contra uma menina de 10 anos.

Detêm mãe e padrasto responsáveis por caso de maus-tratos infantisFoto © Redes sociais

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A polícia de Holguín prendeu os responsáveis pelo caso de maltrato infantil que causou repúdio em toda Cuba neste domingo após se tornar viral nas redes sociais.

“Autoridades da PNR da província de Holguín procederam à ordem de captura e custódia pela Procuradoria provincial para interrogatório da cidadã Elizabeth González Díaz (originária de Ceballos, Ciego de Ávila) e seu marido”, informou no Facebook o perfil oficialista Comunicador Mamanantuabo.

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Os dois detidos estão "implicados ambos nos brutais abusos denunciados há poucas horas em vários perfis de redes sociais em relação à sua filha de 10 anos, cujo marido é padrasto e não pai, além de ser quem supostamente grava o indignante e atroz vídeo. Uma operação policial foi desenvolvida e eles estão sob prisão", acrescenta a informação.

Neste domingo, este caso de maus-tratos infantis provocou repúdio em Cuba à medida que se tornava viral nas redes sociais.

Nas imagens, spode-se ver uma mãe agredindo brutalmente sua filha pequena com um pedaço de madeira.

A menor, amarrada no pátio, termina sangrando e aterrorizada.

Segundo a ativista Lara Crofts, a mãe foi identificada nas redes sociais como “Elizabeth González Díaz, residente em Ceballos, que tem sido apontada por seus próprios vizinhos como uma mulher violenta e conflituosa desde a adolescência”.

"O que agrava essa barbaridade é a frieza com que outra pessoa grava o incidente, como se fosse um espetáculo. Pior ainda, obriga o seu outro filho a despejar água fria na cabeça da menina agredida para 'limpar' o sangue, sujeitando-o a uma tortura psicológica que o marcará para a vida toda", opinou a ativista.

“E no meio do caos, grita para a menina que pode ‘acabar com a vida dela’. Isso não é disciplina, é um crime intolerável! Nenhum erro escolar justifica ameaçar ou ferir uma criança dessa maneira”, acrescentou.

A ativista questionou que “as autoridades de Ciego de Ávila, especialmente a polícia, parecem cegas diante desses horrores. Ignoram o choro das crianças, mas agem com crueldade contra vozes dissidentes”.

Finalmente, apesar de ser natural de Ceballos, a mulher aparentemente residia com sua família em Holguín, onde foi presa.

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