José Daniel Ferrer celebra a vitória de Javier Milei: “Viva a liberdade, caramba!”

O líder opositor cubano celebrou a vitória de Javier Milei na Argentina como um sinal de esperança para a democracia na América Latina e uma derrota simbólica ao populismo de esquerda.

José Daniel Ferrer García e Javier Milei depositam seu votoFoto © Facebook / José Daniel Ferrer García - Javier Milei

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O opositor cubano José Daniel Ferrer García, líder da União Patriótica de Cuba (UNPACU), celebrou efusivamente a vitória do presidente argentino Javier Milei nas eleições legislativas realizadas neste domingo, nas quais o partido La Libertad Avanza (LLA) obteve mais de 40% dos votos e consolidou seu domínio no Congresso.

"Parabéns a Javier Milei e La Libertad Avanza pela sua vitória eleitoral. Uma ótima notícia para #Argentina e todo o Continente. Uma ótima notícia para os cubanos amantes da Liberdade! Viva a Liberdade, caramba!", escreveu Ferrer em sua conta de X (antes Twitter), mensagem que rapidamente se disseminou entre opositores cubanos e seguidores do presidente argentino.

Captura de tela X / @jdanielferrer

O ativista, recentemente exilado nos Estados Unidos após anos de prisão e assédio por parte do regime cubano, interpretou o resultado eleitoral como um sinal de esperança para as forças democráticas da América Latina, especialmente em países onde persistem regimes autoritários.

Sua felicitação se inseriu em uma série de reações de líderes e ativistas latino-americanos que veem no avanço libertário argentino uma oportunidade para reconfigurar o mapa político regional.

Desde sua chegada aos Estados Unidos, o líder opositor cubano intensificou sua agenda de denúncias contra o regime de Miguel Díaz-Canel e Raúl Castro, enquanto coordena uma rede de apoio para famílias de presos políticos dentro da Ilha.  Como tem reiterado em diversas ocasiões, seu exílio não implica o fim de seu ativismo.

A publicação de Ferrer foi replicada por usuários cubanos, muitos deles no exílio, que viram na vitória de Milei uma derrota simbólica do populismo de esquerda que domina boa parte do continente.

Milei e o regime cubano: Uma relação marcada pela confrontação ideológica

O presidente argentino Javier Milei tem sido, desde antes de assumir o poder, um dos críticos mais ferrenhos do regime cubano.

Seu discurso libertário e frontal contra o socialismo o colocou nas antípodas do Palácio da Revolução, que perdeu em Buenos Aires um antigo aliado e ganhou um detrator decidido.

Durante sua campanha presidencial em 2023, Milei não deixou dúvidas sobre sua postura: qualificou o sistema cubano de “sangrento, assassino e famélico” e definiu a Ilha como “uma prisão e um inferno” governado por comunistas.

Após a explosão social de 11 de julho de 2021 (11J), o economista enviou uma mensagem aos manifestantes cubanos encorajando-os a não desistir: “Irmãos cubanos, não cedam. Avancem! Viva a liberdade, droga!”.

Suas declarações, carregadas de um tom provocador, estão alinhadas com sua visão de que o comunismo é “uma ideologia empobrecedora e inimiga da liberdade individual”. Em vários programas de televisão na Argentina, Milei usou Cuba como exemplo do fracasso do socialismo estatal, da repressão política e do colapso econômico provocado por décadas de centralismo.

Uma vez eleito presidente, manteve sua posição. Em dezembro de 2023, decidiu não convidar Miguel Díaz-Canel, Nicolás Maduro, Daniel Ortega nem o presidente iraniano Ebrahim Raisi para sua cerimônia de posse, marcando distância em relação aos regimes que “violate sistematicamente os direitos humanos”.

Para muitos dissidentes cubanos, entre eles Ferrer, a ascensão de Milei representa um alívio moral na região e uma mensagem de apoio àqueles que lutam contra os regimes autoritários do continente.

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