Niña cubana transplantada na Espanha começará o ano letivo: “Amanda continua sendo um raio de esperança”

Amanda Lemus Ortiz, a menina cubana transplantada de fígado na Espanha, está se preparando para iniciar a escola. Sua recuperação é um símbolo de esperança e superação, inspirando a comunidade cubana.

Amanda Lemus Ortiz e sua mãe na EspanhaFoto © Facebook / Lara Crofs

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Amanda Lemus Ortiz, a menina cubana que comoveu milhares de pessoas dentro e fora da Ilha com sua luta para sobreviver a uma grave doença hepática, continua a demonstrar que a esperança e a perseverança podem mais do que a adversidade.

Em uma recente publicação compartilhada pela ativista Yamilka Lafita (conhecida nas redes como Lara Crofs), foi confirmado que Amanda “está bem” e que em breve poderá começar a escola, um passo significativo em seu processo de recuperação e adaptação após meses de tratamento e reabilitação na Espanha.

Captura de tela Facebook / Lara Crofs

Segundo detalhou a mensagem, os médicos diagnosticaram a pequena com um distúrbio de linguagem, algo frequente em crianças que enfrentaram doenças prolongadas como a dela. Embora ainda não consiga falar fluentemente, os especialistas acreditam que, com apoio e paciência, Amanda conseguirá progredir.

“Amanda tem o comportamento de uma criança de um ano, mas está alegre, curiosa e cheia de vida”, destacou o texto, ressaltando que a menor recebe Atenção Precoce, um programa especializado que estimula seu desenvolvimento cognitivo, motor e emocional.

Os resultados, até agora, são encorajadores. Amanda tem crescido, canta com frequência, desce da cama sozinha e mantém um espírito radiante que inspira aqueles ao seu redor.

“Tem uma forma especial de sorrir e olhar para o mundo”, acrescentou Crofs, agradecendo a constante preocupação e o apoio que a família continua recebendo de diferentes partes do mundo.

A comunidade cubana, tanto dentro quanto fora do país, tem acompanhado de perto a história de Amanda desde que sua mãe pediu ajuda nas redes sociais para salvar sua vida, diante da impossibilidade de acessar em Cuba o transplante hepático que ela precisava urgentemente.

Graças à solidariedade de centenas de pessoas e à intervenção médica no Hospital Universitário La Paz de Madrid, Amanda recebeu um transplante de fígado em março de 2024. Desde então, sua evolução tem sido motivo de esperança para muitos cubanos que enfrentam as dificuldades do sistema de saúde na Ilha.

Hoje, enquanto se prepara para sua primeira experiência escolar, Amanda simboliza a força da infância cubana e a capacidade de uma sociedade que, unida, conseguiu vencer a burocracia e as perversões de um sistema para salvar uma vida.

“Deus te abençoe, minha linda”, concluiu a publicação. “Sem dúvidas, você continua sendo um raio de esperança para esta terra que te viu nascer.”

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