Trump repatria os sobreviventes do ataque a uma narcolancha perto da Venezuela

Trump repatriou dois sobreviventes, um equatoriano e um colombiano, do ataque a uma narcolancha no Caribe, parte da ofensiva militar dos EUA contra o narcotráfico perto da Venezuela.

Donald TrumpFoto © Facebook/A Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado que os dois sobreviventes do ataque militar americano a uma embarcação suspeita de transportar drogas no Caribe serão repatriados ao Equador e à Colômbia, seus países de origem.

Em uma publicação em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que foi "uma grande honra destruir um enorme submarino que transportava drogas para os Estados Unidos" e declarou que a inteligência americana confirmou que o navio carregava "principalmente fentanilo e outras drogas ilegais".

O mandatário acrescentou que dois dos tripulantes morreram durante a operação e que os dois sobreviventes “estão sendo repatriados para detenção e julgamento” em seus países.

A decisão evita que o governo dos Estados Unidos precise definir o status legal dos capturados no sistema judicial norte-americano, explicou Associated Press (AP), veículo que reportou a informação.

O ataque ocorreu na quinta-feira no mar do Caribe, perto das costas da Venezuela, e faz parte de uma ofensiva militar liderada pelo Comando Sul contra embarcações de suposto narcotráfico. Este é o sexto operação conhecida na região desde setembro, e o primeiro em que há sobreviventes registrados.

De acordo com reportagens da Reuters, EFE e CBS News, o ataque não foi comunicado oficialmente pelo Pentágono, e a informação inicial veio de funcionários americanos sob condição de anonimato.

Escalada militar no Caribe

A repatriação dos sobreviventes ocorre em um contexto de crescentes tensões entre Washington e Caracas, após o anúncio de Trump de que autorizou a CIA a realizar operações clandestinas em território venezuelano, com a justificativa de combater o narcotráfico e controlar a migração.

O governo de Nicolás Maduro qualificou a medida como uma “agressão direta” e avisou que poderia declarar estado de emergência.

Desde agosto, o Comando Sul aumentou sua presença militar no Caribe, com destróieres, submarinos nucleares, aviões F-35 e bombardeiros B-52, no que funcionários americanos descrevem como “uma demonstração de força” frente ao que consideram redes de narcotráfico ligadas ao Cartel dos Sóis.

O episódio marca um novo capítulo na ofensiva de Trump contra o tráfico de drogas no Caribe e pode tensionar ainda mais as relações com a Venezuela, enquanto as operações militares dos Estados Unidos na região continuam.

Perguntas frequentes sobre a repatriação de sobreviventes do ataque a uma narcolancha no Caribe

O que aconteceu durante o ataque à narcolancha perto da Venezuela?

O ataque foi parte de uma operação militar americana no Caribe contra uma embarcação suspeita de transportar drogas. Durante a operação, dois tripulantes morreram e dois sobreviveram, os quais serão repatriados para seus países de origem, Equador e Colômbia. O ataque se insere em uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos contra o narcotráfico na região.

Qual é o contexto da escalada militar dos Estados Unidos no Caribe?

Desde agosto, o Comando Sul dos Estados Unidos aumentou sua presença militar no Caribe, incluindo destróieres, submarinos nucleares e aviões F-35, como parte de uma ofensiva para combater o narcotráfico. Esse desdobramento militar se intensificou devido à crescente tensão com a Venezuela, que considera essas ações como uma ameaça direta.

Como o governo da Venezuela reagiu aos ataques americanos?

El governo de Nicolás Maduro qualificou as ações dos Estados Unidos como uma "agressão direta" e advertiu sobre a possibilidade de declarar estado de emergência. A Venezuela acusa os EUA de tentar provocar uma mudança de regime e mobilizou tropas em preparação para uma possível agressão.

Qual é a postura dos Estados Unidos sobre as operações encobertas na Venezuela?

O presidente Donald Trump autorizou a CIA a realizar operações encobertas na Venezuela com o objetivo declarado de combater o narcotráfico e controlar a migração. Essa decisão aumentou as tensões entre Washington e Caracas, já que a Venezuela considera essas ações como uma violação de sua soberania.

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