Yotuel compara o desterro de Ferrer com o de Martí: "A história se repete"

"Quando o cubano pisa em terra livre, não se exila, se prepara para libertar."

Yotuel em concerto e José Daniel Ferrer em uma imagem de arquivoFoto © Instagram / Yotuel

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O músico cubano Yotuel Romero comparou nas redes o desterro do opositor José Daniel Ferrer com o que viveu o apóstolo cubano José Martí no século XIX, ao afirmar que "a história se repete".

“A José Martí o desterraram em 1871 por sonhar uma Cuba livre. Desde o exílio, em terra de liberdade, organizou a independência. Sem exército, mas com palavras, conseguiu unir os cubanos desde Nova York e voltou. Hoje a história se repete”, escreveu o artista em uma , acompanhada por uma fotografia de Ferrer com o torso nu e as palavras “Patria e Vida” escritas em seu peito.

Yotuel afirmou que Ferrer “é desterrado, mas não derrotado”, e ressaltou que agora, “em terra de liberdade, onde poderá se reunir com outros patriotas como Marco Rubio”, poderá continuar defendendo a causa de Cuba. “Porque quando o cubano pisa em terra livre, não se exila, se prepara para libertar”, concluiu.

O líder da União Patriótica de Cuba (UNPACU) chegou esta segunda-feira a Miami acompanhado por sua esposa, Nelva Ismarays Ortega Tamayo, e três de seus filhos, após ter sido trasladado diretamente da prisão de Mar Verde até o aeroporto de Santiago de Cuba, em meio a um forte operação de segurança, conforme denunciou o Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH).

O boxeador cubano Yordenis Ugás qualificou como “um dia especial” a chegada do opositor, e escreveu no Facebook: “Recebemos José Daniel Ferrer e sua família em terras de liberdade. Graças a Deus por sua fortaleza e seu coração que chegou com saúde e emoção. Mas sai de Cuba com sua dignidade intacta e com a cabeça erguida. Um dos homens mais corajosos de Cuba”. Ugás pediu ainda respeito por Ferrer: “Espero que cada cubano em nossa comunidade lhe ofereça respeito e o trate como um herói, como nosso herói”.

A cantora La Diosa também deu-lhe as boas-vindas com uma mensagem direta: “Um herói, um herói que realmente merece respeito, que fez muito pelos cubanos, que deixou muitos anos de sua vida nas masmorras, e isso ninguém pode tirar dele”. “Vai cair, Ferrer, vai cair, isso cairá no seu momento”, afirmou em um vídeo publicado em suas redes.

O músico Willy Chirino o qualificou como “um dos verdadeiros heróis da luta pela liberdade de Cuba”. “Ansioso para te ver pessoalmente, te dar um abraço e agradecer por tudo o que você fez e ainda fará em favor do nosso povo”, expressou.

Desde a Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), a ativista Rosa María Payá o descreveu como “um herói de todos os cubanos” e garantiu que “este exílio será curto”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, celebrou sua chegada com uma mensagem oficial na qual afirmou que Ferrer está “livre da opressão do regime” e exigiu a libertação de mais de 700 presos políticos que ainda permanecem encarcerados em Cuba.

Em sua primeira mensagem do exílio, publicada em seu perfil no Facebook, Ferrer escreveu: “A luta continua com forças redobradas. Devemos nos unir e fazer com que nossa luta pela liberdade seja muito eficaz. É preciso derrubar a infame e criminosa tirania, é preciso salvar Cuba”. Ele também expressou sua gratidão àqueles que facilitaram sua saída, incluindo o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio, o Departamento de Estado, a Embaixada dos EUA em Cuba, congressistas e ativistas do exílio cubano.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da FNCA após sua chegada a Miami, Ferrer reafirmou sua intenção de retornar a Cuba: “Minha intenção não é esperar 17 anos como Martí, Maceo ou Crombet; é voltar o mais rápido possível para pôr fim à tirania.”

The expressions of support também chegaram de figuras políticas como a congressista María Elvira Salazar, o congressista Carlos A. Giménez e o artista Yunior García Aguilera, que condenaram o desterro e destacaram o simbolismo de sua chegada como um ato de resistência frente ao regime cubano.

O opositor foi condecorado com a medalha Truman-Reagan pela liberdade, concedida por organizações do exílio em reconhecimento à sua trajetória na luta contra o comunismo na ilha.

Perguntas frequentes sobre o desterro de José Daniel Ferrer e a situação política em Cuba

Por que José Daniel Ferrer foi desterrado de Cuba?

José Daniel Ferrer foi desterrado de Cuba como resultado de anos de torturas e pressões por parte do regime cubano. Seu desterro ocorreu após um longo processo de negociações e sob um forte aparato de segurança. O regime buscava silenciar sua voz dentro de Cuba e evitar que continuasse seu ativismo político. Ferrer aceitou o exílio forçado como uma medida para proteger sua família, embora tenha afirmado que sua saída não significa uma rendição.

O que José Daniel Ferrer disse sobre seu exílio nos Estados Unidos?

Desde a sua chegada aos Estados Unidos, José Daniel Ferrer tem expressado sua gratidão àqueles que facilitaram sua saída de Cuba e reafirmou seu compromisso com a luta pela liberdade do povo cubano. Em sua primeira mensagem desde o exílio, Ferrer assegurou que "a luta continua com redobradas forças" e sublinhou a necessidade de unir esforços para acabar com a tirania em Cuba. Ele também expressou sua intenção de retornar à ilha o mais breve possível para continuar seu ativismo.

Como reagiram as figuras do exílio cubano diante do desterro de Ferrer?

O desterro de José Daniel Ferrer gerou uma onda de solidariedade e apoio por parte de figuras do exílio cubano, políticos americanos e organizações defensoras dos direitos humanos. Muitas pessoas o qualificaram como um herói, destacando sua coragem e resistência diante do regime cubano. Figuras como Marco Rubio, Willy Chirino e Rosa María Payá manifestaram seu apoio e sublinharam a importância de sua luta pela causa da liberdade em Cuba.

Que comparação Yotuel Romero fez entre Ferrer e José Martí?

O músico cubano Yotuel Romero comparou o desterro de José Daniel Ferrer com o de José Martí, o Apóstolo cubano, que também foi desterrado em sua época pelo seu sonho de uma Cuba livre. Yotuel afirmou que "a história se repete" e destacou que, assim como Martí, Ferrer pode continuar defendendo a causa cubana do exílio, em terra de liberdade.

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