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O ditador venezuelano Nicolás Maduro finalmente rompe seu silêncio após o Prêmio Nobel da Paz concedido à oppositora María Corina Machado.
“Noventa por cento de toda a população repudia a bruxa demoníaca da Sayona”, disse Maduro neste domingo, sem se referir diretamente a Machado, em um ato pelo Dia da Resistência Indígena.
“Nós queremos paz e paz vamos ter, mas paz com liberdade, com soberania, independência e igualdade. Não a paz das ruínas de Gaza nem a paz da morte”, acrescentou Maduro, após citar uma pesquisa da Hinterlaces, afiliada ao chavismo.
“Aqui não queremos ser escravos dos gringos”, reiterou em sua linha habitual.
María Corina Machado foi agraciada há uma semana com o Prêmio Nobel da Paz por seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para conseguir uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, segundo o comunicado oficial do Comitê Nobel, emitido de Oslo.
O presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, a descreveu como “uma corajosa e comprometida defensora da paz” e garantiu que Machado “mantém acesa a chama da democracia em meio a uma crescente escuridão”.
A líder oposicionista reagiu emocionada ao receber a ligação do Comitê: “Oh meu Deus... Não tenho palavras. É uma honra e sei que é uma muito boa notícia para o povo da Venezuela”.
Em suas redes sociais, Machado dedicou o prêmio aos venezuelanos e reafirmou seu compromisso com a liberdade: “Este imenso reconhecimento à luta de todos os venezuelanos é um impulso para concluir nossa tarefa: conquistar a Liberdade”.
Também agradeceu o apoio internacional: “Hoje, mais do que nunca, contamos com o Presidente Trump, o povo dos Estados Unidos, os povos da América Latina e as nações democráticas do mundo”.
Com este prêmio, Machado se torna a primeira venezuelana a receber o Prêmio Nobel da Paz, posicionando-se como uma das figuras mais influentes da América Latina na atualidade.
Sua trajetória como líder do movimento democrático na Venezuela tem sido fundamental para unificar a oposição contra o regime chavista e promover eleições livres e uma transição pacífica no país sul-americano.
As reações ao prêmio se dividiram entre a euforia de milhares de venezuelanos e defensores da democracia, e a desqualificação do chavismo e seus aliados, incluindo o regime cubano.
Perguntas frequentes sobre o Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado
Por que María Corina Machado foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz 2025?
María Corina Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz 2025 por seu "incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia". O Comitê Nobel destacou sua bravura e compromisso como defensora da paz e seu papel em manter viva a chama da democracia em meio à repressão e à escuridão na Venezuela.
O que Nicolás Maduro disse sobre o Prêmio Nobel para María Corina Machado?
Nicolás Maduro, sem mencionar diretamente a María Corina Machado, qualificou a opositora como uma "bruxa demoníaca" e reiterou seu desejo de manter uma paz com liberdade, soberania e independência, distinta do que denominou como a "paz das ruínas". Maduro criticou o reconhecimento a Machado, alinhando-se com a postura do regime chavista de desqualificar a oposição.
Como reagiu María Corina Machado ao receber a notícia do Nobel da Paz?
María Corina Machado reagiu com surpresa e emoção ao descobrir que havia recebido o Prêmio Nobel da Paz. Em uma ligação com o Instituto Nobel norueguês, expressou sua incredulidade e gratidão, dedicando o prêmio ao povo venezuelano. Em suas declarações, Machado destacou que o reconhecimento é um impulso para continuar a luta pela liberdade e pela democracia na Venezuela.
Qual tem sido a reação internacional ao Prêmio Nobel da Paz de María Corina Machado?
A entrega do Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado gerou reações divididas a nível internacional. Enquanto diversos líderes e figuras políticas celebraram o prêmio como um reconhecimento à luta pela democracia na Venezuela, regimes afins ao chavismo, como o de Cuba, criticaram a decisão do Comitê Nobel. Nos Estados Unidos, a administração de Donald Trump teve reações mistas, com alguns apoiando Machado e outros questionando o prêmio.
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