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O juiz Milton Hirsch, do condado de Miami-Dade, exigiu nesta quarta-feira que a Promotoria forneça avanços concretos no caso da morte do reguetonero cubano José Manuel Carvajal Saldivar, conhecido artisticamente como El Taiger, e concedeu apenas mais uma semana para que sejam apresentadas as entrevistas pendentes com os oficiais da polícia.
Durante uma audiência judicial, Hirsch demonstrou-se visivelmente incomodado pelos constantes atrasos na investigação e rejeitou o pedido da Promotoria de prorrogar o prazo por mais 30 dias, informou Telemundo 51.
Graças a Deus que o juiz já não está permitindo que continuem adiando as coisas, celebrou Teresa Padrón, amiga e ex-representante do artista, em declarações à imprensa local.
O juiz pediu que trouxessem os policiais e que explicassem por que precisam de 30 dias para escrever um simples relatório, acrescentou Padrón, que tem acompanhado de perto cada passo do processo judicial desde que o crime ocorreu em outubro de 2024.
Como parte do processo, a Procuradoria apresentou novas evidências gráficas, entre elas imagens do artista no hospital Jackson Memorial após receber um tiro na cabeça.
Também foram reveladas mais de mil fotografias tiradas no quarto de motel em Hialeah onde El Taiger costumava residir.
Os relatórios indicam que o quarto estava em condições deploráveis, com restos de comida, roupas sujas, bebidas, papéis manchados de sangue, joias e bitucas de cigarro. Também foram encontradas sacas de fentanilo.
Eu nunca vi o José fumar um cigarro. Tenho certeza de que outras pessoas estiveram lá, disse seu ex-gerente. Eu não consumo drogas, sempre tentei ajudá-lo, acrescentou.
As autoridades também apresentaram imagens do interior da residência de Damián Valdés Galloso, o único acusado pelo crime, onde foram encontrados produtos de limpeza, roupas na lavadora e uma câmera Ring arrancada da parede, o que os investigadores interpretam como uma tentativa de eliminar evidências.
Valdés Galloso ligou para o 911 nas imediações do hospital Jackson, onde foi encontrado o corpo de El Taiger dentro de um veículo, junto a sangue no porta-malas, galões de combustível, uma faca, um canivete e joias.
Uma pistola também foi recuperada na casa de Padrón, embora ele afirme que não coincide com a utilizada no crime. “A que eu entreguei era completamente prateada. Esta tem preto embaixo”, esclareceu.
O julgamento contra Damián Valdés Galloso está marcado, em princípio, para o 8 de dezembro de 2025. No entanto, a próxima audiência —programada para o 15 de outubro— pode alterar esta data se o Ministério Público não conseguir cumprir com o que foi solicitado pelo juiz.
Padrón expressou sua preocupação com o rumo do processo judicial: “Não estão realizando entrevistas com as testemunhas; não vejo preparação para o julgamento. Receio que busquem um acordo que reduza a condenação”.
O acusado enfrenta acusações de homicídio em primeiro grau, pelo qual pode enfrentar prisão perpétua.
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