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As autoridades de Guantánamo decidiram fechar o acesso a várias ruas do município diante do risco de novos deslizamentos na estrutura lateral do antigo escritório da Indústria Alimentar, um edifício em ruínas que sofreu danos depois das intensas chuvas dos últimos dias causadas pela tempestade tropical Imelda.
Segundo informou o jornal oficialista Venceremos em uma publicação no Facebook, a Comissão Provincial de Segurança Viária explicou que a edificação, localizada na rua Los Maceo entre Carretera e Donato Mármol, apresenta um alto risco de colapso, o que representa um perigo para a segurança dos vizinhos e transeuntes.
Entre as medidas adotadas está a proibição do trânsito de veículos na rua Donato Mármol, desde Calixto García até Los Maceo, assim como na rua Carretera, desde Los Maceo até Calixto García.
Também ficou proibido o acesso de pessoas ao interior do imóvel e a circulação de pedestres pelas calçadas próximas à edificação afetada.
A Comissão exortou a população a respeitar as sinalizações colocadas na área e a seguir as orientações das autoridades competentes para evitar acidentes.
"Pedimos desculpas pelos inconvenientes que essas medidas imprescindíveis possam causar", destacou o comunicado.
As chuvas recentes associadas à tempestade tropical Imelda afetaram várias estruturas deterioradas na província e em outros territórios, evidenciando a vulnerabilidade do patrimônio habitacional e a falta de manutenção em edificações antigas.
A situação preocupa os residentes, que temem que a próxima tempestade possa causar mais deslizamentos em outros pontos da cidade.
A decisão de fechar ruas e restringir o acesso à área gerou reações entre os cidadãos, que criticam a demora das autoridades em agir.
“Desde há muito tempo deveria ter sido demolido. Essa situação se agrava agora com as chuvas, mas há anos é um perigo para a população que transita por essa área e para a segurança viária”, comentou Risel Ruiz Cordovés.
Na mesma linha, Carlos Planas Betancourt questionou a inação institucional: “Há anos essa estrutura está assim e nunca fizeram nada”.
Por sua parte, Rosana Ureña destacou que o perigo é constante: “Eu sempre passo pela calçada do outro lado porque me dá a sensação de que vai cair... Cada vez que há tempestade, mais uma parede daquela estrutura cai... já faz muito tempo que se tornou um lixão e um local para pervertidos, deveriam fazer algo útil nesse espaço tão bem localizado.”
Outros internautas criticaram a solução adotada pelo governo. “O mais fácil é fechar a rua, em vez de demolir. Não sei onde estudam nem o que estudam os dirigentes das entidades neste país”, questionou Siuky Martínez Rivera.
Enquanto isso, Raudel Peña considerou que as medidas são apenas para aparências: “Quantos anos isso está assim. Tem que passar um temporal para que tomem medidas. O que precisam fazer é demolir e acabar com o problema. Fazem um espetáculo para que as pessoas pensem que se preocupam com o povo, mas o que precisam fazer não fazem”.
As chuvas associadas à tempestade tropical Imelda evidenciaram mais uma vez a precariedade estrutural em várias cidades cubanas. Em Santiago de Cuba foram reportados dezenas de desabamentos de residências, muitos deles em bairros vulneráveis, deixando várias famílias sem teto no meio da madrugada.
As autoridades reconheceram danos generalizados, incluindo deslizamentos totais e parciais que comprometeram até mesmo edificações escolares.
Entre os casos mais graves, um homem perdeu a vida após o colapso de um muro que desabou sobre sua casa, enquanto dormia.
Este incidente provocou uma forte reação nas redes sociais, onde vizinhos e familiares denunciaram que levavam anos alertando sobre o perigo estrutural do local, sem que nenhuma entidade estatal intervenha a tempo.
Além disso, uma ponte chave da cidade ficou à beira do colapso devido ao acúmulo de água e ao arraste de sedimentos que minaram sua base.
O trânsito de veículos foi restrito devido ao temor de um deslizamento iminente, o que provocou um caos na mobilidade e preocupação entre os residentes.
Perguntas frequentes sobre os deslizamentos em Guantánamo
Por que as ruas foram fechadas em Guantánamo?
As ruas em Guantánamo foram fechadas devido ao risco de desabamentos na estrutura lateral do antigo atelier da Indústria Alimentar. As intensas chuvas recentes danificaram ainda mais o edifício, aumentando o perigo para os moradores e transeuntes.
Que medidas as autoridades tomaram diante dos deslizamentos em Guantánamo?
As autoridades proibiram o trânsito de veículos e pedestres nas ruas próximas ao edifício em risco, bem como o acesso ao interior do imóvel. É solicitado à população que respeite as sinalizações e indicações de segurança para prevenir acidentes.
Por que a população critica a gestão do governo diante dos deslizamentos?
A população critica a inação e a demora do governo em tomar medidas efetivas para prevenir os desmoronamentos. Vizinhos consideram que o edifício em questão deveria ter sido demolido há tempos devido ao seu estado de deterioração e ao perigo que representa.
Quais outros problemas de infraestrutura enfrenta Guantánamo?
Guantánamo enfrenta problemas significativos em infraestrutura devido à falta de manutenção em edificações antigas, o que tem levado a desabamentos frequentes, especialmente durante fenômenos meteorológicos extremos. A situação é agravada pela escassez de recursos e desatenção institucional.
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