Autoridades revelam as causas do desabamento que deixou três feridos em Centro Habana

O desabamento em Centro Havana, que deixou três feridos, expõe novamente a crise de infraestrutura na cidade. A falta de manutenção e o abandono oficial agravam a situação.

Estado do edifício onde ocorreu o desabamentoFoto © Facebook / CAM Centro Habana

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As autoridades de Centro Habana atribuíram o desabamento parcial ocorrido esta semana em um edifício da rua Industria, entre San Rafael e San Miguel, à queda de um componente do elevador localizado no telhado.

O colapso afetou os sétimo e oitavo andares do imóvel e deixou três pessoas feridas: um adulto e dois menores de idade. Segundo informaram as fontes oficiais, os feridos foram trasladados para o Hospital Geral Calixto García e para o Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez.

“As autoridades políticas e governamentais deslocaram-se imediatamente ao local do ocorrido, onde os especialistas avaliaram e evacuaram os restantes vizinhos de forma preventiva”, destacou a Assembleia Municipal do Poder Popular de Centro Habana em um comunicado divulgado nas redes sociais.

No mesmo comunicado oficial, as autoridades destacaram que “vizinhos, autoridades e especialistas demonstraram cooperação, disciplina e disposição para oferecer ajuda na área do incidente”, ressaltando a atuação coordenada após o sinistro.

No local, intervieram brigadas de construção e forças especializadas, que continuam trabalhando na recuperação de bens materiais e na estabilização estrutural. Ainda não foi confirmada se o edifício será declarado inhabitação.

Imagens divulgadas inicialmente pelo CAM Centro Habana —e depois removidas— mostravam cenas do interior do edifício com paredes colapsadas, estruturas sustentadas, fendas profundas e destroços sobre os móveis. O deterioro estrutural era evidente antes do sinistro, como advertiram os moradores da área.

O incidente ocorre em meio a uma série de desabamentos semelhantes que têm afetado Centro Habana nas últimas semanas. Na rua San Lázaro, entre Oquendo e Márquez González, um colapso em um corredor deixou 14 pessoas afetadas em meio a apagões generalizados.

Facebook / CAM Centro Habana

Na esquina da Belascoaín com a San Miguel, um edifício em ruínas acumula há anos lixo e deterioração estrutural sem medidas de prevenção ou intervenção oficial, apesar do perigo evidente para pedestres e moradores.

Na mesma área, várias famílias denunciaram desabamentos progressivos na Belascoaín #105, onde parte da estrutura colapsou e os moradores afirmam que as autoridades não forneceram respostas concretas nem soluções de realocação.

A mediados de agosto, outra emergência foi registrada na rua Reina, quando um quarto do terceiro andar cedeu e deixou uma mulher de 75 anos hospitalizada e cerca de cinquenta pessoas sem teto, à espera de uma resposta estatal que não chega.

Todos esses fatos mostram um padrão alarmante: habitações antigas, muitas delas centenárias, que desabam por falta de manutenção, umidade, superlotação e abandono institucional. Enquanto se priorizam investimentos em hotéis e projetos turísticos, milhares de famílias habaneras sobrevivem sob tetos que podem desabar a qualquer momento. Os desabamentos já não são exceções; tornaram-se parte da paisagem cotidiana de uma cidade que se desmorona.

Perguntas Frequentes sobre os Desabamentos em Centro Habana

Qual foi a causa principal do desabamento no edifício do Centro Habana?

O desabamento parcial no edifício de Centro Habana foi atribuído pelas autoridades da capital à queda de um acessório do elevador localizado na cobertura. Este incidente evidenciou o deterioro estrutural já existente no edifício antes do colapso.

Quantas pessoas ficaram feridas no desabamento e qual é o estado delas?

O colapso do edifício deixou três pessoas feridas: um adulto e dois menores de idade. Eles foram levados para o Hospital Geral Calixto García e para o Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez para receber atendimento médico.

Que medidas tomaram as autoridades diante do desabamento em Centro Habana?

As autoridades políticas e governamentais foram imediatamente ao local do desabamento. Os vizinhos do edifício foram evacuados preventivamente e foram realizadas operações de recuperação de bens materiais e estabilização estrutural. No entanto, ainda não foi confirmado se o edifício será consideradoinhabitável.

Qual é o estado atual das moradias em Centro Habana?

O estado das habitações em Centro Habana é crítico, com um padrão alarmante de desabamentos devido à falta de manutenção, umidade, superpopulação e abandono institucional. Muitas edificações centenárias estão em risco de colapso, e as autoridades não têm implementado medidas preventivas eficazes.

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