Novo desabamento em Centro Habana deixa uma pessoa hospitalizada e dezenas de famílias na rua

Um edifício desabou em Havana, deixando uma mulher ferida e 50 pessoas sem-teto. Sem uma resposta oficial, o incidente ressalta a grave crise habitacional que a cidade enfrenta.

Interior do edifício desabado em Centro Havana, onde uma idosa de 75 anos ficou ferida e dezenas de famílias ficaram na rua.Foto © Collage/CubaNet e Redes Sociais

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Um novo desabamento abalou Havana na madrugada desta segunda-feira, quando parte de um edifício localizado na rua Reina, entre Manrique e San Nicolás, desabou, deixando uma mulher de 75 anos hospitalizada e cerca de 50 pessoas sem teto, ao relento e à espera de uma solução das autoridades.

O desabamento ocorreu por volta das 6h30 da manhã, quando um cômodo do terceiro andar cedeu e caiu sobre o segundo, segundo relataram vizinhos ao CubaNet, meio que reportou o fato com exclusividade. No imóvel residiam cerca de 15 famílias, que agora permanecem na rua, em frente aos escombros, sem resposta oficial sobre seu futuro imediato.

Captura de tela do Facebook/CubaNet Notícias

A idosa, identificada como Magaly, ficou presa sob os escombros do teto desabado. Foi resgatada por vizinhos e levada ao hospital. “Ela estava em seu quarto e de repente tudo desabou. Foi um milagre que a tirassem viva”, contou uma residente da área.

Os testemunhos coletados coincidem que as autoridades do município Centro Habana foram brevemente ao local, mas se afastaram sem oferecer soluções.

“Para onde vão nos mandar, para o campo? Eu para o campo não vou porque vou morrer de fome. Por que não nos mandam para o hotel Lincoln que está vazio?”, questionou outra das vizinhas mais velhas, desesperada diante da incerteza.

Captura do Facebook

Nas últimas semanas, Havana tem sido palco de vários desabamentos que evidenciam a gravidade da crise habitacional. Há poucos dias, um trabalhador do Café Boulevard morreu quando parte do teto do local desabou na movimentada esquina de San Rafael e Galiano, enquanto que no município Cerro duas pessoas ficaram feridas, uma delas de gravidade, após o colapso parcial de um edifício na rua Castillo.

Em julho, três pessoas, entre elas uma menina, perderam a vida em La Habana Vieja ao ficarem presas nos destroços de um imóvel na Monte, e em maio outro desabamento nessa mesma área deixou feridos dois residentes, que já haviam denunciado durante anos o péssimo estado da construção sem receber resposta.

Cada episódio ocorre em moradias antigas que desmoronam, famílias que perdem tudo em questão de segundos e autoridades que chegam tarde ou se afastam sem oferecer alternativas.

Em uma cidade onde a falta de manutenção transformou o lar em uma ameaça, os habaneros continuam vivendo sob o medo constante de que as paredes desabem sobre eles.

Perguntas frequentes sobre os desabamentos em Havana

O que ocorreu no recente desabamento em Centro Havana?

Um edifício localizado na rua Reina desabou, deixando uma mulher de 75 anos hospitalizada e cerca de 50 pessoas sem abrigo. O desabamento ocorreu quando um quarto do terceiro andar cedeu e caiu sobre o segundo.

Qual é a situação atual das famílias afetadas pelos deslizamentos em Havana?

As famílias afetadas permanecem na rua sem uma resposta oficial sobre seu futuro. As autoridades não ofereceram soluções imediatas, e os vizinhos afetados receberam apenas promessas vazias de realocação.

Quais fatores estão contribuindo para a crise habitacional em Havana?

A falta de manutenção e o abandono oficial são os principais fatores que contribuem para a crise habitacional. Edifícios antigos sem reparos estão desmoronando, deixando famílias em constante risco.

Como responde o governo cubano diante dos desabamentos em Havana?

O governo cubano não implementou um plano integral de manutenção e realocação para as famílias em risco. As autoridades frequentemente chegam atrasadas ou saem sem oferecer alternativas efetivas, exacerbando a crise habitacional.

Qual é o impacto dos desabamentos na população de Havana?

Os deslizamentos deixam as famílias sem lar e aumentam o medo e a insegurança entre os residentes de Havana. A falta de resposta adequada das autoridades agrava a situação, deixando as pessoas em condições de vida críticas.

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