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Os regimes de Cuba e China concordaram nesta terça-feira em promover sua cooperação militar e estreitar a coordenação política, durante um encontro em Pequim entre o ministro da Defesa chinês, Dong Jun, e seu homólogo cubano, Álvaro López Miera.
Según a agência oficial Xinhua, citada por EFE, Dong classificou os vínculos entre ambas as nações como “um modelo de solidariedade e cooperação entre países socialistas” e assegurou que Pequim está disposta a ampliar as trocas de pessoal e elevar as relações militares a “um novo nível”.
“Amizade especial” e apoio a Xi
López Miera, que participa do Fórum de Xiangshan, o encontro anual da diplomacia militar chinesa, ratificou o apoio de Cuba às quatro grandes iniciativas globais do presidente Xi Jinping e ressaltou a vontade de Havana de consolidar o que chamou de sua “amizade especial” com Pequim.
O encontro coincide com o 65º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, marcadas pela afinidade ideológica e pela cooperação em áreas políticas, econômicas e financeiras.
Antecedentes e suspeitas
A reunião ocorre dias depois que Miguel Díaz-Canel viajou para Pequim para participar do desfile pelo 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, onde ambos os governos afirmaram que seus vínculos atravessam “seu melhor momento”.
No entanto, a crescente colaboração militar entre Havana e Pequim gera preocupação internacional. Em dezembro passado, o próprio Díaz-Canel e Raúl Castro receberam o coronel general He Weidong, vice-presidente da Comissão Militar Central da China, no Palácio da Revolução, em meio a relatos sobre a possível expansão de bases de espionagem chinesas em Cuba.
Em 2023, foi reportado que ambos os regimes negociavam a construção de uma instalação conjunta de treinamento militar, o que abriria as portas para a presença de tropas chinesas a apenas 100 milhas dos Estados Unidos.
Uma aliança estratégica
Desde 2018, com reuniões entre altos oficiais militares de ambos países, Pequim expressou seu interesse em fortalecer a confiança estratégica e a cooperação “de militar para militar” com Havana.
No contexto atual, marcado pela grave crise econômica cubana, a China se apresenta não apenas como um aliado político e comercial, mas também como um parceiro militar importante frente ao isolamento internacional do regime cubano.
Perguntas frequentes sobre a cooperação militar entre Cuba e China
Em que consiste a cooperação militar entre Cuba e China?
A cooperação militar entre Cuba e China se concentra na troca de pessoal e na elevação das relações militares a um novo patamar. Este acordo foi estabelecido durante um encontro em Pequim entre os ministros da Defesa de ambos os países. A China busca consolidar sua relação com Cuba como um aliado estratégico no Caribe, desafiando a influência dos Estados Unidos na região.
Qual é a reação internacional diante da aliança militar entre Cuba e China?
A crescente colaboração militar entre Cuba e China gerou preocupação internacional, especialmente nos Estados Unidos, devido a relatos sobre a possível expansão de bases de espionagem chinesas em Cuba. Esta aliança é vista como um desafio à segurança nacional dos EUA, uma vez que Cuba está a apenas 100 milhas de sua costa.
Quais são as implicações da aliança entre Cuba e China para a América Latina?
A aliança estratégica entre Cuba e China pode ter implicações significativas para o equilíbrio de poder na América Latina, fortalecendo a presença do gigante asiático na região e oferecendo um contraponto à influência estadunidense. Essa relação se insere em um contexto de cooperação Sul-Sul, promovendo um modelo de desenvolvimento e governança autoritário.
Como a relação Cuba-China afeta a situação interna cubana?
A pesar da aliança com a China, Cuba continua enfrentando uma grave crise econômica e social, com apagões, escassez de produtos básicos e deterioração da infraestrutura. O regime cubano, no entanto, busca na China um apoio não apenas econômico, mas também político e militar, como uma forma de resistir ao isolamento internacional.
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