O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, denunciou neste domingo que os Estados Unidos estariam realizando voos de inteligência sobre o território venezuelano.
De acordo com as informações publicadas pela EFE em sua conta oficial no X, o alto comando militar assegurou que essas operações aéreas constituem atos de espionagem e representam uma ameaça direta à segurança nacional.
Segundo a agência citada, a denúncia foi feita em um contexto no qual afirmou que Washington deseja justificar um "plano de ameaça militar e de intervenção" para "deslocar o presidente Nicolás Maduro".
Em uma coletiva de imprensa, transmitida pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Padrino López afirmou que "sempre ocorreram operações de inteligência nos aviões do Exército dos Estados Unidos" no Caribe, mas acrescentou que agora passaram de um padrão diurno para o noturno e de madrugada, e a "triplicar, em agosto, as operações de inteligência e de exploração contra a Venezuela".
Segundo El Universal, Padrino López destacou que na noite de sábado foram detectados aviões-tanque que abasteciam aeronaves espiãs RC-135, capazes de coletar informações em tempo real até 200 milhas, com alcance ao território venezuelano.
Também destacou a frequente presença de aviões E-3 Sentry AWACS sobre o Caribe, especializados em vigilância e alerta precoce.
O meio acrescentou que, na véspera, Caracas denunciou que militares estadounidenses retiveram por oito horas um navio atunheiro que navegava em águas do Caribe venezuelano.
Padrino advertiu que esses desdobramentos respondem a um plano para “semear uma guerra no Caribe, uma guerra que não queremos os venezuelanos nem os povos do Caribe”.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, denunciou neste domingo em sua conta no X um “assedio ilegal” de forças militares dos Estados Unidos contra um barco pesqueiro venezuelano, em águas da Zona Econômica Exclusiva da Venezuela.
O diplomata qualificou o fato como uma “manifesta violação do Direito Internacional” e uma “perigosa provocação que ameaça a paz da América Latina e do Caribe”.
Ambas denúncias coincidem com um clima de crescente tensão no Caribe, marcado pelo desdobramento de aviões e navios de guerra americanos diante das costas venezuelanas, e a resposta militar de Caracas.
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Perguntas frequentes sobre as tensões entre Venezuela e Estados Unidos
Por que a Venezuela acusa os Estados Unidos de espionagem aérea?
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, denunciou que os Estados Unidos estão realizando voos de inteligência sobre o território venezuelano, o que considera uma ameaça direta à segurança nacional. Segundo Padrino López, essas operações passaram de um padrão diurno para um noturno e triplicaram em agosto, em um contexto onde Washington busca justificar uma intervenção militar para deslocar o presidente Nicolás Maduro.
Que medidas estão sendo tomadas pela Venezuela diante das tensões com os Estados Unidos?
Venezuela ordenou o deslocamento de mais tropas em cinco estados estratégicos do país e intensificou a patrulha em suas águas territoriais. O governo de Nicolás Maduro mobilizou 25.000 efetivos e reforçou a presença militar em Zulia, Falcón, Nova Esparta, Sucre e Delta Amacuro. Além disso, a Milícia Bolivariana foi ativada com jornadas de recrutamento em massa para enfrentar o que consideram uma ameaça de invasão por parte dos Estados Unidos.
Qual tem sido a resposta dos Estados Unidos às ações da Venezuela?
Os Estados Unidos deslocaram navios de guerra e aviões no Caribe como parte de operações antidrogas que também têm um fundo político. A administração Trump autorizou ações militares, como a derrubada de aviões venezuelanos se representarem uma ameaça para seus navios. Além disso, o Pentágono acusou Maduro de liderar atividades de narcotráfico, justificando assim sua presença militar na região.
Que papel desempenha a Milícia Bolivariana neste conflito?
A Milícia Bolivariana foi ativada para reforçar a defesa da Venezuela diante do aumento das tensões com os Estados Unidos. Criada em 2008, essa força paralela às instituições militares tradicionais é composta por civis com formação militar ideológica. No contexto atual, o governo busca aumentar seu número com jornadas de recrutamento em massa, para enfrentar possíveis ameaças de intervenção estrangeira.
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