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O governante cubano Miguel Díaz-Canel está "desaparecido" desde que o país entrou nesta quarta-feira em outro apagão geral, após o colapso do Sistema Elétrico (SEN).
Em sua conta no X, onde costuma compartilhar mensagens com desculpas absurdas ou frases propagandísticas convocando à resistência e a ter "criatividade" diante dos problemas, o dirigente concentrou sua atenção em uma crise muito distante da que seu povo enfrenta.
Nesta quarta-feira, quando o país ficou às escuras, Díaz-Canel escreveu lamentando os bombardeios em Gaza e questionando se "a barbárie está sendo naturalizada".
As respostas dos internautas não tardaram a chegar, exigindo que se concentre nos numerosos problemas de Cuba.
"É fácil falar de Gaza para desviar a atenção. Mas em Cuba também há bombardeios: de fome, de repressão e de medo. Olhe primeiro para a barbárie que você mesmo dirige", apontou um jovem.
"Ponte a arrumar a p... do país que deixaram, que estamos vivendo pior do que em Gaza e a única coisa que você sabe fazer é falar m... e não descer do jato", disse outro.
"Na ilha de Fidel (Cuba), não houve necessidade de bombardeios, vocês mesmos executaram e destruíram o país", expressou outro usuário.
Por sua parte, a conta da Presidência de Cuba no X se limitou a compartilhar um tweet do Ministério de Energia e Minas sobre a formação de microsistemas elétricos para atender a objetivos vitais.
Tampouco Lis Cuesta publicou nada desde terça-feira, quando anunciou sua chegada a Cuba após sua viagem por países da Ásia, e expressou sua emoção por "chegar a esta Ilha rebelde e bonita".
O único que se posicionou até o momento é o primeiro-ministro, Manuel Marrero, que se vangloriou de que o governo tem uma estratégia bem definida para enfrentar a queda do SEN, ocorrida após a saída inesperada da termoelétrica Antonio Guiteras.
"Contamos com uma estratégia bem definida para enfrentar essa situação e com a profissionalidade dos trabalhadores da UNE para avançar, no menor tempo possível, na recuperação do sistema", escreveu Marrero em seu perfil no X.
Desde o Escritório Nacional de Cargas, onde foi para supervisionar diretamente as labores de restabelecimento, Marrero afirmou que a população será mantida informada sobre o processo de recuperação, o que -sabe-se- não garante a rapidez das ações e muito menos a efetividade.
Também o chanceler Bruno Rodríguez disse que "o Partido e o Governo mantêm o acompanhamento e o monitoramento constante da situação", em referência à desconexão do SEN.
No entanto, para milhões de cubanos afetados pela crise energética, o problema não é que o PCC "monitore", mas sim que sejam oferecidas soluções reais e urgentes que garantam estabilidade elétrica e aliviem a incerteza diária.
Cuba somou esta quarta-feira seu quinto apagão nacional em menos de um ano, um número que retrata com crueza a fragilidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN) e a incapacidade do regime em resolver uma crise que afeta a vida cotidiana de milhões de pessoas.
Este último corte ocorreu às 9h14 desta quarta-feira, quando a termoelétrica Antonio Guiteras, a maior e mais importante da Ilha, saiu inesperadamente de operação e provocou a queda total do SEN.
O histórico de colapsos recentes é eloquente:
18 de outubro de 2024: Apagão geral devido a falha na termoelétrica Antonio Guiteras, em Matanzas.
6 de novembro de 2024: Queda total do SEN durante a passagem do furacão Rafael, cujos ventos provocaram a desconexão do SEN.
4 de dezembro de 2024: Nova desconexão nacional devido a outra falha na central Guiteras.
14 de março de 2025: Colapso devido a uma falha na subestação de Diezmero, em Havana, devido a uma alta oscilação no sistema.
10 de setembro de 2025: Última queda do SEN após a saída inesperada da Guiteras.
O novo corte chega apenas dias depois de outro evento massivo que afetou principalmente o leste do país.
No dia 7 de setembro, uma falha na linha de 220 kV Nuevitas-Tunas provocou a desconexão total do sistema elétrico desde Las Tunas até Guantánamo, deixando milhões de cubanos sem serviço.
Perguntas frequentes sobre o colapso do Sistema Elétrico Nacional em Cuba
Por que ocorreu o apagão geral em Cuba no dia 10 de setembro de 2025?
O apagão geral ocorreu devido à saída inesperada da Central Termoelétrica Antonio Guiteras, em Matanzas. Este evento provocou uma queda total do Sistema Elétrico Nacional (SEN), deixando toda a ilha sem eletricidade.
Qu medidas o governo cubano tomou para enfrentar a crise do Sistema Elétrico Nacional?
O primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz afirmou que o governo tem uma estratégia bem definida para enfrentar a crise e que estão sendo formados microsistemas elétricos para atender a objetivos vitais. No entanto, a população continua enfrentando apagões prolongados sem soluções efetivas a curto prazo.
Onde está o presidente cubano Miguel Díaz-Canel durante o apagão em massa?
Miguel Díaz-Canel tem estado "desaparecido" da cena pública durante o apagão massivo, concentrando sua atenção em outras crises internacionais em vez de abordar diretamente a situação energética em Cuba.
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