O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou nesta quinta-feira o governante venezuelano Nicolás Maduro durante sua visita oficial ao Equador, onde qualificou o líder chavista como “um fugitivo processado por narcotráfico” e desconsiderou relatórios da ONU que excluem a Venezuela como país produtor de drogas.
“A mim não me importa o que diga as Nações Unidas. Maduro é um fugitivo, não é o líder legítimo da Venezuela, está sendo processado nos Estados Unidos e enfrenta acusações no distrito sul de Nova York por um grande júri”, declarou Rubio em uma coletiva de imprensa em Quito, durante sua turnê pela América Latina.
Aclarou que "é um narcotraficante e um terrorista que foi indiciado por um grande júri em Nova York", e "um novo indiciamento há dois anos" detalhou os vínculos de Nicolás Maduro com os cartéis de drogas, especialmente nos últimos anos de Hugo Chávez, explicou.
O alto funcionário americano também lançou na quarta-feira, desde o México, um aviso direto aos cartéis de narcotráfico após uma recentemente operação militar no Caribe contra uma embarcação supostamente vinculada ao grupo criminoso Tren de Aragua.
“Esses cartéis sabem que estão se arriscando porque estão ganhando bilhões de dólares. Não se importam em perder 2% das cargas. Mas que não fique dúvida: não continuarão agindo com impunidade”, disse Rubio, que ressaltou que Washington possui informações precisas sobre os movimentos dessas organizações.
Segundo explicou, os grupos narcoterroristas estão operando em águas internacionais para transportar drogas para os Estados Unidos, o que motivou uma resposta militar direta ordenada pelo presidente Donald Trump.
"O presidente Trump foi claro: será usada a força necessária para proteger o povo americano. Não vamos tolerar que criminosos transnacionais utilizem a Venezuela como plataforma para suas atividades ilícitas", acrescentou o secretário de Estado.
O próprio mandatário americano se pronunciou nesta quarta-feira sobre o tema após um encontro com seu homólogo da Polônia. Em suas declarações, Trump afirmou que a embarcação interceptada no Caribe "transportava uma quantidade substancial de drogas destinadas ao nosso país para matar muitas pessoas".
"Venezuela tem sido muito ruim nesse aspecto. Enviou milhões de pessoas para o nosso país, incluindo alguns dos piores criminosos do mundo", denunciou o presidente, reforçando assim a postura de seu governo em relação a Caracas.
Perguntas frequentes sobre as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela
Por que Marco Rubio qualifica Nicolás Maduro como "fugitivo acusado de narcotráfico"?
Marco Rubio considera Nicolás Maduro um fugitivo porque está acusado nos Estados Unidos, enfrentando acusações no distrito sul de Nova Iorque por um grande júri. Rubio também o acusa de ter vínculos com cartéis de drogas, especialmente durante os últimos anos do governo de Hugo Chávez. Esta acusação faz parte das alegações dos Estados Unidos de que Maduro lidera o chamado "Cártel de los Soles", uma organização narco-terrorista.
Quais medidas os Estados Unidos estão tomando contra o narcotráfico vinculado à Venezuela?
Os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Caribe, enviando navios de guerra e submarinos como parte de uma operação antinarcóticos reforçada. Além disso, foram realizados ataques militares contra embarcações ligadas ao narcotráfico, como o recente ataque letal a um barco supostamente operado pelo Tren de Aragua. A administração Trump foi clara em sua intenção de usar "todo o poder necessário" para impedir a entrada de drogas no país.
Qual é a postura de Donald Trump sobre o regime de Maduro?
Donald Trump não reconhece Nicolás Maduro como o presidente legítimo da Venezuela. Considera seu regime como um "cartel do narcoterrorismo" e acusa Maduro de traficar drogas para os Estados Unidos. A administração Trump aumentou a recompensa pela captura de Maduro e designou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista, reforçando sua postura de linha dura contra o governo chavista.
Como o governo da Venezuela reagiu às acusações dos Estados Unidos?
O governo de Nicolás Maduro rejeitou as acusações dos Estados Unidos, classificando-as como "ameaça imperialista". Maduro mobilizou tropas para a fronteira com a Colômbia e convocou os cidadãos a se unirem às milícias. Além disso, denunciou uma suposta conspiração americana para justificar uma intervenção militar, afirmando que o conflito está mais relacionado com os interesses pelos recursos naturais da Venezuela do que com o narcotráfico.
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