Novas vítimas denunciam a quadrilha de cubanos envolvida em um assassinato no Texas

A banda FBM, composta por cubanos, se dedica a extorquir imigrantes no Texas, aproveitando o medo deles de denunciar em meio às políticas migratórias de Donald Trump.

Supostos membros de uma gangue criminosa de cubanos no TexasFoto © Facebook / Jasmin Jaimes

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A família de Miguel Mondragón, o homem de 49 anos assassinado durante uma tentativa de assalto em Austin, Texas, afirma ter recebido dezenas de mensagens de pessoas que também foram vítimas dos mesmos agressores, supostamente integrantes da gangue FBM, composta por cidadãos cubanos.

"Estas são apenas algumas das muitas pessoas que nos contataram, também vítimas dos mesmos criminosos que assassinaram meu pai", denunciou Jaimes Jasmin, filha do falecido, em uma publicação de Facebook.

"Por favor, ajudem-nos a levantar a voz e exigir justiça compartilhando as publicações sobre este caso. Não podemos permanecer em silêncio e para isso precisamos da ajuda de todos vocês", havia pedido a jovem em um post anterior.

Após seu chamado público, vários testemunhos confirmaram os supostos vínculos dos detidos com uma rede criminosa mais ampla que se dedica a extorquir imigrantes no Texas, aproveitando o medo deles de denunciar em meio às políticas migratórias de Donald Trump.

"Essas pessoas que mataram seu pai estão em uma facção chamada FBM, são cubanos. Todos os que estão detidos fazem parte dessa facção", indicou uma das mensagens recebidas.

Publicação no Facebook

Outros denunciaram ter sido agredidos, atropelados ou assaltados pelos mesmos indivíduos. “Uma garota contou que sua irmã e ela foram agredidas para roubar-lhes; outra vítima disse que foi atingida por um veículo”, relatou Jasmin.

Um homem afirmou que foi atacado por cubanos, que lhe roubaram o celular e revistaram seu carro.

Além disso, alguns disseram que a banda atua "por adrenalina", não por necessidade, já que todos os jovens envolvidos trabalham.

De acordo com as informações compartilhadas, o suposto líder do grupo criminal é Alejandro Hurtado-Reyes, que estaria acompanhado por sua esposa, também relacionada aos atos delituosos.

Hurtado-Reyes, de 22 anos, foi um dos cinco cubanos presos pelo assassinato de Mondragón, ocorrido no dia 3 de agosto passado no nordeste de Austin.

Junto a ele foram detidos Yanaris Reyes (29), Antonio González (17), Yurisander Góngora Rojas (19) e Héctor Yohany Achang Batlle (19), que enfrentam acusações de homicídio qualificado.

Segundo a polícia local, os suspeitos bloquearam a caminhonete onde viajava Mondragón, desceram encapuzados e armados, e abriram fogo. A vítima tentou fugir a pé, mas foi alcançada e executada. Em seguida, os atacantes roubaram seus pertences.

Os acusados foram presos entre 12 e 19 de agosto pela Força-Tarefa de Fugitivos Lone Star, liderada pelos U.S. Marshals.

A família teme que as fianças baixas e a eliminação de encargos permitam que os responsáveis fiquem em liberdade. Um deles, Alejandro Hurtado-Reyes, já está livre sob fiança.

“Pedimos que tenham precaução, pois este indivíduo foi descrito como perigoso”, alertou Jasmin. “Isto não é apenas por justiça para meu pai, mas por cada uma dessas pessoas que ainda não foram ouvidas.”

Em meio à dor, familiares e amigos organizaram iniciativas para apoiar os filhos de Mondragón, incluindo uma rifa solidária lançada por sua sobrinha, Lorena Jaimes.

Perguntas frequentes sobre o caso da banda de cubanos no Texas

Quem são os acusados do assassinato de Miguel Mondragón no Texas?

Os acusados do assassinato de Miguel Mondragón são cinco cidadãos cubanos: Alejandro Hurtado-Reyes, Yanaris Reyes, Antonio González, Yurisander Góngora Rojas e Héctor Yohany Achang Batlle. Todos enfrentam acusações de assassinato qualificado após emboscarem e atirarem em Mondragón durante uma tentativa de roubo em Austin, Texas.

O que é a banda FBM e qual é sua relação com o crime?

A banda FBM é um grupo criminal composto por cidadãos cubanos, supostamente responsável por vários roubos e agressões no Texas. Os acusados pelo assassinato de Mondragón têm sido identificados como membros desta banda, que age "por adrenalina" e não por necessidade econômica, uma vez que seus integrantes têm empregos formais.

Por que a família de Mondragón teme a liberação dos acusados?

A família de Mondragón teme que a fiança baixa e a eliminação de acusações facilitem a liberação dos acusados. Alejandro Hurtado-Reyes, apontado como líder da gangue, já está em liberdade sob fiança. A família pediu à comunidade que exija das autoridades a manutenção das acusações para garantir que os responsáveis sejam punidos adequadamente.

Que medidas tomaram os familiares da vítima para buscar justiça?

A família de Miguel Mondragón organizou iniciativas para exigir justiça e apoiar seus filhos. Jaimes Jasmin, filha da vítima, utilizou as redes sociais para fazer um apelo público solicitando apoio da comunidade. Além disso, sua sobrinha Lorena Jaimes lançou uma rifa solidária para arrecadar fundos destinados a cobrir as despesas decorrentes do crime e do sepultamento.

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