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O cruzador de mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos, USS Lake Erie (CG 70), transitou o Canal do Panamá na noite desta sexta-feira e entrou no Caribe como parte do reforço militar que Washington está enviando para a região, em meio a crescentes tensões com a Venezuela e sob o pretexto de operações antidrogas.
Segundo reportou a agência AFP, o navio atravessou as eclusas do canal por volta das 21h30, horário local, após permanecer dois dias no porto de Rodman, e foi avistado por moradores enquanto seguia em direção ao Atlântico.
A chegada do Lake Erie se junta a uma ampla presença militar americana no Caribe Sul, que atualmente inclui três destróieres, dois navios de desembarque, um navio de assalto anfíbio, um cruzador e um navio de combate costeiro, com mais de 4.500 efetivos desdobrados ao todo.
Em datas recentes, o Pentágono acusou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de liderar um cartel de drogas e dobrou a recompensa pela sua captura para 50 milhões de dólares. No entanto, não fez nenhuma ameaça pública de invadir a Venezuela.
Os destróieres estão acompanhados por destacamentos da Guarda Costeira e pessoal policial, preparados para realizar detenções durante operações de interdição de drogas.
O governo venezuelano respondeu qualificando a manobra americana como uma ameaça à sua soberania.
Em reação, Caracas mobilizou 15.000 efetivos de segurança ao longo da fronteira com a Colômbia, anunciou patrulhamentos marítimos com drones e navios de guerra, e reforçou a capacitação em defesa civil em todo o país.
Este movimento militar sublinha a estratégia de Washington de intensificar sua presença em águas internacionais do Caribe e do Pacífico, projetando poder na região ao mesmo tempo em que insiste em seu objetivo oficial: combater o narcotráfico.
O regime de Maduro iniciou nesta sexta-feira uma jornada de recrutamento massivo para a Milícia Bolivariana em todo o país, após os Estados Unidos desdobraram oito navios de guerra em águas do Caribe e do Pacífico.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, assegurou que a FANB permanecerá implantada em todo o território “para combater bandas criminosas, narcotráfico e terrorismo”; após os EUA aproximarem suas embarcações das costas venezuelanas.
Perguntas frequentes sobre a implantação militar dos EUA no Caribe e a tensão com a Venezuela
Por que o USS Lake Erie está no Caribe?
O USS Lake Erie está no Caribe como parte do reforço militar dos Estados Unidos na região, oficialmente enquadrado dentro das operações antidrogas. Este despliegue também foi interpretado como um movimento de pressão contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
O que os Estados Unidos buscam com esse deslocamento militar perto da Venezuela?
Estados Unidos afirma que o deslocamento militar busca combater o narcotráfico na região, apontando para o regime de Maduro como um "cartel narcoterrorista". No entanto, a magnitude da operação tem sido vista como uma pressão direta sobre o governo venezuelano, em meio a acusações de que Maduro lidera o Cartel de los Soles.
Como a Venezuela respondeu ao despliegue dos Estados Unidos?
A Venezuela respondeu qualificando o movimento dos EUA como uma ameaça à sua soberania. O governo de Maduro mobilizou 15.000 efetivos de segurança na fronteira com a Colômbia, ordenou patrulhamentos marítimos e intensificou o treinamento em defesa civil. Também denunciou na ONU a presença de navios americanos no Caribe.
Qual é a postura de outros países da região em relação ao desdobramento militar dos EUA?
Países como Cuba denunciaram o despliegue militar dos EUA como uma ameaça à paz regional. O governo cubano e outros aliados da Venezuela classificaram as operações americanas como uma desculpa para a intervenção e pediram respeito pela soberania dos países da América Latina e do Caribe.
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