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A professora cubana Rocío Blanco denunciou nas redes sociais o assalto violento que sofreu perto de sua casa na noite deste 8 de agosto, véspera de seu trigésimo aniversário.
Segundo o depoimento em seu perfil do Facebook, não havia saído para a festa, não havia consumido álcool e a rua estava iluminada, quando, pouco antes da meia-noite, saiu para procurar um doce onde colocar as velas que levava na bolsa para celebrar seu aniversário.
Nesse momento, um homem a atacou por trás, agarrou seu pescoço, tapou sua boca, a empurrou ao chão e lhe roubou seus pertences.
Entre os objetos roubados estava seu celular Samsung Galaxy A11, que, além de seu valor material, continha memórias pessoais e fotos de seus entes queridos, assim como as guias de Fundamentos Matemáticos e outros documentos que precisava para seus estudos universitários.
Também guardava no dispositivo o material preparado para as aulas de quase 30 crianças que receberão lições a partir de setembro.
A vítima dirigiu suas palavras diretamente ao agressor, apontando que, “embora vivamos na mesma cidade onde a miséria leva 'seres humanos' como você a atacar mulheres sozinhas pelas costas e a exercer violência sobre elas para roubar suas pertenças; indiscutivelmente somos extremamente diferentes”.
A esse respeito, argumentou que enquanto alguns recorrem à violência e ao roubo, “mulheres como eu, crescemos nas mesmas condições desfavoráveis, e até mesmo vivemos nelas, e apesar disso, saímos todos os dias para as ruas como FIERAS em busca do sustento para nossos filhos HONRADAMENTE, em um país onde o salário nem sequer é suficiente para comer e o que ganha em um mês uma professora é uma monumental piada, nós ao menos TRABALHAMOS”.
Em seu relato, agradeceu por ter chegado viva em casa para abraçar sua filha, explicando que essa foi a única razão pela qual decidiu deixar de resistir. “Se essa menina não existisse, provavelmente você teria que me matar”, advertiu.
Denunciou ainda que muitas mulheres não tiveram a mesma sorte e foram assassinadas em circunstâncias semelhantes.
Blanco assegurou que o assalto não impedirá que ele continue sua formação. Prometeu que seus alunos terão as aulas previstas e que continuará recebendo as máximas classificações.
“Nada vai me impedir de pendurar um Título de Ouro na minha parede em um ano e de ser Doutora em Ciências em três ou quatro anos”, prometeu.
Incluso, disse que, embora o ladrão também tenha levado o dinheiro para o bolo, vai soprar a vela sobre uma "tortica", porque "nem você nem ninguém vai roubar meu sorriso, não conseguiram até agora e não vão conseguir".
Finalmente, confirmou sua fé de que a justiça divina e a Terceira Lei de Newton - princípio de ação e reação: para cada força que atua sobre um objeto (ação), existe uma força de igual magnitude, mas na direção oposta, que atua sobre outro objeto (reação) - acabarão por cobrar o dano que lhe foi causado.
Tais eventos ocorrem em um contexto de crescente preocupação da população com o aumento da criminalidade comum em diversas regiões do país, especialmente roubos com violência, assaltos e furtos à luz do dia.
Este tipo de episódios voltou a colocar em pauta o debate sobre a segurança pública em Cuba, onde muitos cidadãos expressam sentir-se cada vez mais vulneráveis diante da impunidade dos criminosos.
O governo cubano reconheceu um aumento preocupante da violência criminal na ilha, incluindo o uso de armas de fogo. A respeito, prometeu aplicar julgamentos exemplares contra aqueles que cometerem delitos considerados graves, especialmente os que ocorrerem dentro de instituições estatais.
Uma idosa de 88 anos que havia sido reportada como desaparecida no bairro Camilo Cienfuegos, em Havana, foi encontrada com sinais de violência após sofrer um assalto enquanto vagava desorientada pela via pública.
Na madrugada de domingo, 4 de agosto, o jornalista e doutor em Ciências Enrique Pérez Fumero, funcionário da emissora oficial CMKC e professor universitário, foi vítima de uma violenta agressão em Santiago de Cuba durante um assalto.
Autoridades arrestaram dois dias depois seis homens envolvidos no assassinato de um vigilante e a agressão quase fatal de outro, durante um roubo em uma cooperativa agropecuária do município Contramaestre, em Santiago de Cuba, confirmaram nesta quarta-feira fontes oficiais.
Por sua vez, a Polícia capturou uma quadrilha armada que realizava assaltos com máscaras em Havana e em Pinar del Río. O grupo criminoso operava em várias províncias e se dedicava a roubos com violência, utilizando armas de fogo e uma organização meticulosa.
As autoridades mostraram imagens dos detidos e do armamento apreendido, em um esforço para demonstrar eficácia no combate ao crime organizado.
Em outro fato alarmante, um jovem foi detido em Holguín após agredir brutalmente um idoso com a intenção de roubar. O ataque, gravado em vídeo por testemunhas, provocou uma forte indignação nas redes sociais pela crueldade com que foi realizado e pela vulnerabilidade da vítima.
Perguntas frequentes sobre a insegurança e a violência em Cuba
Quais incidentes recentes geraram preocupação quanto à violência em Cuba?
Em Cuba, foram relatados múltiplos incidentes de violência, incluindo assaltos a pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. Casos como o assalto a uma jovem professora perto de sua residência e o roubo a uma criança a caminho da escola ressaltaram a crescente insegurança nas ruas do país.
Quais medidas o governo cubano prometeu para combater a criminalidade?
O governo cubano reconheceu o aumento da violência criminal e prometeu aplicar penas exemplares contra aqueles que cometerem crimes graves. No entanto, muitos cidadãos questionam a efetividade dessas medidas, uma vez que a percepção de insegurança continua alta.
Como a crise econômica afeta a segurança em Cuba?
A crise econômica em Cuba tem exacerbado a insegurança, pois a escassez de recursos e a falta de oportunidades levaram a um aumento na criminalidade. Muitos cidadãos se sentem cada vez mais vulneráveis a roubos e assaltos, especialmente em contextos de apagões prolongados.
Quais são os grupos mais vulneráveis à criminalidade em Cuba?
Em Cuba, os grupos mais vulneráveis à criminalidade são as crianças e os idosos. Esses grupos têm sido alvo de assaltos violentos, como o caso de uma idosa agredida durante um apagão e o roubo de mochilas de estudantes. A vulnerabilidade desses grupos gera grande preocupação entre a população.
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