Abandono do transporte marítimo: Uma embarcação afunda em Santiago de Cuba

Uma embarcação abandonada afundou na baía santiaguera, reflexo da deterioração do transporte marítimo e da desídia institucional no país.

Patana afundada em Santiago de CubaFoto © Facebook Yosmany Mayeta

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Uma embarcação colapsou neste 6 de agosto em frente ao calçadão de Santiago de Cuba, na altura da Alameda, em um fato que ilustra o progressivo abandono da infraestrutura marítima nesta cidade costeira.

A embarcação, pertencente ao Conservador da Cidade, vinha se deteriorando ao intemperismo por meses, sem uso nem manutenção, até ficar meio submersa no meio da baía. A imagem foi capturada por cidadãos e divulgada nas redes sociais pelo jornalista independente Yosmany Mayeta.

Facebook Yosmany Mayeta

“Essa patana não era apenas um pedaço de metal, era uma oportunidade. E estão deixando-a afundar como tudo neste país: por abandono”, disse um vizinho do bairro Los Cangrejitos que foi testemunha do ocorrido.

Segundo denúncias locais, a estrutura flutuante poderia ter sido reabilitada para fortalecer o transporte marítimo entre pontos-chave do litoral santiaguero, como La Alameda, Punta Gorda, Caracoles ou Ciudamar, especialmente no atual contexto de crise energética e caos no transporte terrestre.

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“Santiago de Cuba possui uma baía natural, calma e navegável, mas as autoridades foram incapazes de desenvolver uma rede de transporte marítimo funcional. Nem patanas, nem lanchas, nem catamarãs: tudo se deteriora, nada se aproveita”, expressou Mayeta.

Enquanto os recursos públicos colapsam, os santiaguenses precisam caminhar longas distâncias, enfrentar filas intermináveis ou subir em caminhões improvisados, diante da escassez crônica de ônibus e meios de transporte urbano.

Este incidente reavivou perguntas entre a população: quem será responsabilizado por essa perda? Até quando se ignorará o potencial do mar como uma via para aliviar a mobilidade na cidade?

“Esta patana não afundou sozinha. O abandono a afundou. A burocracia a afundou. A falta de visão a afundou”, denunciou o jornalista santiaguero residente nos Estados Unidos.

Perguntas frequentes sobre o abandono do transporte marítimo em Santiago de Cuba

Por que o patana afundou em Santiago de Cuba?

A barca afundou devido ao abandono e à falta de manutenção. Ficou meses se deteriorando ao ar livre, o que provocou seu colapso em frente ao calçadão de Santiago de Cuba. A situação reflete o desinteresse das autoridades em manter a infraestrutura marítima, resultando em oportunidades perdidas para melhorar o transporte na cidade.

Como o abandono do transporte marítimo afeta a população de Santiago de Cuba?

O abandono do transporte marítimo obriga os santiaguenses a enfrentar longas distâncias a pé e filas intermináveis. A falta de uma rede de transporte marítimo funcional agrava a crise de mobilidade na cidade, especialmente no contexto da crise energética e da escassez de transporte terrestre. Este abandono é parte de um problema mais amplo de infraestruturas deterioradas que afeta a vida cotidiana dos cidadãos.

Que outras infraestruturas estão abandonadas em Santiago de Cuba?

Além das patanas, outras infraestruturas como o antigo Hotel Venus e ruas em mau estado também estão abandonadas em Santiago de Cuba. O abandono é um reflexo da desídia governamental, que tem levado ao deterioro de edifícios históricos e espaços públicos, afetando a qualidade de vida dos cidadãos e a imagem urbana da cidade.

Qual é o impacto do abandono da infraestrutura no sistema energético de Cuba?

A saída da central flutuante turca do porto de Havana deixou o país com uma única patana operativa, agravando a crise energética e os apagões em toda a ilha. Este problema se soma ao deterioramento generalizado das infraestruturas e à incapacidade do governo de desenvolver fontes de energia alternativas, o que afeta diretamente a vida cotidiana dos cubanos.

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