Francisco Durán se pronuncia sobre o atual panorama epidemiológico em Cuba

Duas pessoas estão sendo reportadas em estado grave por dengue e alertam sobre vírus respiratórios em Cuba.

O doutor Francisco Durán GarcíaFoto © YouTube/Captura de Tela - Canal Caribe

Francisco Durán García, diretor nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde Pública (MINSAP), compareceu nesta quarta-feira na televisão cubana para informar, como faz a cada semana, sobre as atuais circunstâncias do panorama epidemiológico na ilha.

O doutor Durán García disse que o dengue continua sendo a arbovirose mais complexa das que circulam no país e instou a procurar um médico diante de qualquer quadro febril.

Informou que, neste momento, há duas pessoas com dengue relatadas como graves no país, embora não tenha detalhado a província em que residem os pacientes nem ofereceu informações adicionais sobre os casos.

“Toda pessoa que apresentar um quadro febril não deve se confiar, deve procurar seu médico para que a conduta a ser seguida seja definida”, alertou.

O dengue permanece em seis províncias, sete municípios e sete áreas de saúde.

A presença do vírus do Oropouche é mais extensa, com circulação confirmada em 11 províncias, 23 municípios e 28 áreas de saúde.

No entanto, apesar de sua maior prevalência em relação à dengue, a diferença fundamental é que a manifestação desta doença é menos severa.

Durán García também fez referência ao Chikungunya, que continua ativo em duas comunidades populares do município de Perico, em Matanzas.

O epidemiologista apontou que esta doença também provoca febre acompanhada de intensas dores articulares nos tornozelos e joelhos, embora não costume gerar casos graves.

Finalmente, Francisco Durán minimizou a crescente preocupação nas redes sociais sobre um possível aumento da nova variante de COVID-19.

Negou que haja "hospitais sobrecarregados" por coronavírus em Cuba e reiterou que não existe um aumento significativo de casos, embora também não tenha fornecido números.

Em sua mais recente intervenção, o doutor Francisco Durán García manteve sua habitual tendência de subestimar o impacto real da situação epidemiológica em Cuba, minimizando a preocupação da população apesar dos múltiplos surtos ativos no país.

Suas declarações contrastam com a realidade que enfrentam muitas áreas, onde a fumigação não ocorre há anos, a limpeza das ruas e áreas comuns é deficiente e persistem condições ambientais e sanitárias propícias para a proliferação de vetores, o que facilita que doenças como a dengue, a Oropouche e a chikungunya encontrem terreno fértil para se desenvolver.

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