Aeroportos dos EUA podem abandonar a regra dos 100 ml em bagagens de mão

A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, disse que pode haver mudanças importantes nas normas sobre líquidos da TSA, que manteriam a segurança sem tantas restrições.

Aeroporto Internacional de Miami (Imagem de referência)Foto © X / Aeroporto Internacional de Miami

Viajar de avião dentro dos Estados Unidos pode se tornar ainda mais confortável num futuro próximo.

Após eliminar recentemente a obrigação de tirar os sapatos nas verificações de segurança, o Departamento de Segurança Nacional agora está avaliando flexibilizar outra das medidas mais impopulares entre os passageiros: as restrições sobre líquidos na bagagem de mão.

A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, declarou à imprensa que está "questionando tudo o que a TSA faz", em referência à Administração de Segurança nos Transportes, e sugeriu que poderiam haver mudanças significativas nas normas sobre líquidos.

"Estou questionando os líquidos. Então, esse pode ser o próximo grande anúncio sobre qual é a quantidade de líquidos", disse Noem.

Embora não tenha oferecido detalhes específicos nem prazos, garantiu que estão sendo avaliadas novas camadas de revisão que permitirão manter a segurança sem recorrer a medidas tão restritivas.

"Na TSA, implementamos um processo de revisão em múltiplas camadas que nos permite alterar parte de como realizamos as funções de segurança e controle para que continue sendo seguro", acrescentou.

Desde 2006, os viajantes nos Estados Unidos só podem levar líquidos em recipientes de até 100 mililitros (3,4 onças) dentro de um saco plástico com fechamento.

Essa normativa foi implementada após o fracasso de um plano terrorista que pretendia usar explosivos líquidos a bordo de aviões.

Com o passar do tempo, as limitações geraram confusão e frustração entre os passageiros, que tiveram que descartar garrafas de água, produtos de higiene pessoal e até mesmo alimentos como iogurte ou manteiga de amendoim.

A possível flexibilização segue a linha do anúncio feito em 8 de julho pela própria Noem, quando confirmou que os passageiros não estariam mais obrigados a se descalçar ao passar pelos controles, uma norma imposta após a tentativa de atentado fracassada pelo chamado "terrorista do sapato" em 2001.

"Com sorte, o futuro de um aeroporto, para onde quero chegar, é que você entre pela porta com sua mala de mão, passe por um escâner e vá diretamente para o seu avião", explicou a secretária, visualizando um processo mais rápido, eficiente e menos invasivo para os passageiros.

Por enquanto, a normativa atual se mantém, mas as declarações de Noem apontam para uma transformação na experiência aeroportuária dos Estados Unidos, impulsionada por melhorias tecnológicas e por uma abordagem de segurança mais flexível.

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