Transmitindo Mesa Redonda de um bananal em Cuba

O governo cubano organizou uma Mesa Redonda a partir de um bananal, mostrando uma imagem de sucesso agrícola enquanto o país enfrenta uma grave crise alimentar.

Randy AlonsoFoto © Captura de vídeo/X

Em uma tentativa de disfarçar a realidade da crise econômica, alimentar e social que o país enfrenta, o regime cubano organizou nesta terça-feira um espetáculo televisivo ao ar livre: a Mesa Redonda foi transmitida de um bananal da Empresa Agropecuaria La Cuba, em Ciego de Ávila, sob o lema “¡Sí se puede!”.

O cenário bucólico e cuidadosamente preparado contrastou drasticamente com as duras condições enfrentadas pela maioria do povo cubano, com escasso acesso a produtos como o banana devido à inflação e aos baixos salários.

No programa participaram diretores da empresa agrícola, o presidente da CPA Paquito González e o maior produtor individual de bananas do país.

Durante mais de uma hora, os funcionários elogiaram as “transformações” e “resultados” do polo produtivo avileño, enquanto o país enfrenta uma das piores crises de abastecimento de alimentos básicos em décadas.

A transmissão foi divulgada pela Cubavisión, Canal Caribe, Radio Rebelde e diversas plataformas digitais, reforçando uma narrativa de sucesso rural. Para muitos, a escolha do bananal como locação não foi acidental, mas sim uma cenografia desenhada para vender uma imagem de produtividade e compromisso com o povo.

A Mesa Redonda há décadas é um mecanismo do regime para se defender de sua própria ineficiência.

Por exemplo, recentemente o coletivo Las Taniadas denunciou a situação infra-humana na prisão de máxima segurança La Pendiente, em Villa Clara, onde os presos políticos recebem pães tão mal elaborados que nem sequer podem ser ingeridos, além de peixe em decomposição e raízes semicruas.

Em contraste, o próprio apresentador da Mesa Redonda, Randy Alonso Falcón, foi fotografado comprando pão na padaria Aceña, uma exclusiva rede privada de Havana com preços que chegam a 280 pesos por uma peça de pão.

Perguntas frequentes sobre a transmissão da Mesa Redonda a partir de um bananal em Cuba

Por que a Mesa Redonda foi transmitida de um bananal em Cuba?

A transmissão da Mesa Redonda a partir de um bananal foi uma tentativa do regime cubano de embelezar a crise econômica e social que o país enfrenta. O cenário rural foi cuidadosamente preparado para mostrar uma imagem de produtividade e compromisso com o povo, apesar das duras condições que a maior parte da população enfrenta, como a escassez de alimentos e a alta inflação.

Que contrasts se evidenciam na transmissão da Mesa Redonda?

Durante o programa, os funcionários elogiaram as "transformações" do polo produtivo avileño, enquanto o país enfrenta uma das piores crises de abastecimento de alimentos básicos em décadas. Além disso, o contraste se evidencia nas condições de vida da população, que tem acesso limitado a produtos básicos como a banana devido à inflação e aos baixos salários.

Quais denúncias foram feitas sobre a alimentação nas prisões cubanas?

O coletivo Las Taniadas denunciou a situação infra-humana na prisão de máxima segurança La Pendiente, em Villa Clara, onde os presos recebem pães tão mal elaborados que não podem ser ingeridos, juntamente com peixe em decomposição e alimentos semicru. Esta denúncia destaca a alimentação precária que os presos enfrentam em contraste com a qualidade de vida de figuras oficialistas.

Como a escassez de farinha afeta a população cubana?

A escassez de farinha levou a restrições na distribuição do pão normado, que é entregue em dias alternados em várias províncias de Cuba. Essa situação aumentou o descontentamento da população, que enfrenta uma combinação de encarecimento, racionamento e diminuição da qualidade do pão, intensificando a crise alimentar no país.

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