"Energía Joven": A nova apresentação do regime para explicar sua estratégia de recuperação do SEN

O regime cubano lançou "Energía Joven", um novo artefato propagandístico para explicar a suposta recuperação do SEN em meio ao agravamento da crise energética na ilha.


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En plena tormenta energética nacional, com apagões que superam as 20 horas diárias em muitas províncias e um déficit que ronda os 1.800 MW, o regime cubano lançou seu mais recente espetáculo propagandístico: uma expedição denominada “Energia Jovem”, cujo propósito declarado é explicar a estratégia de recuperação do Sistema Eletroenergético Nacional (SEN) e fomentar a economia entre a população.

A iniciativa, apresentada neste sábado pela primeira secretária da União de Jovens Comunistas (UJC), Meyvis Estévez Echevarría, e pelo ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, foi destacada em um ato oficial que, como costuma acontecer, estava repleto de consignas e frases vazias.

Captura de tela Facebook / UNE

Acorde à oficialista Prensa Latina, o grupo percorrerá o país para “sensibilizar sobre a economia de eletricidade” e, segundo seus promotores, “elevar a cultura energética do povo cubano”. Em um país onde falta eletricidade, não a consciência sobre seu valor, o anúncio gerou perplexidade e rejeição em amplos setores da cidadania.

Enquanto os cubanos sobrevivem a temperaturas sufocantes, sem água, sem refrigeração e sem conseguir dormir à noite, o governo de Miguel Díaz-Canel opta por mobilizar jovens uniformizados para repetir discursos em centros de trabalho, como se a propaganda pudesse substituir os megawatts que não chegam e que deixam populações inteiras sem luz por mais de 20 horas diárias.

Além da anedota, a operação “Energía Joven” é uma tentativa grosseira de desviar a atenção das verdadeiras causas do colapso do SEN: o abandono contínuo da infraestrutura energética, a corrupção na gestão estatal, a falta de investimento em manutenção e uma crise de combustíveis que se agravou devido à má planejamento e à prioridade de investimentos em hotéis, em vez de em infraestruturas e necessidades básicas.

“O povo confia nos jovens para as tarefas mais difíceis”, disse um dos dirigentes da UJC durante o ato constitutivo do grupo. No entanto, o que a população precisa não são discursos ou mística revolucionária, mas sim eletricidade, honestidade nas informações e soluções técnicas reais.

A expedição, longe de oferecer respostas, torna-se mais um símbolo da desconexão entre as autoridades e a realidade cotidiana. Em vez de enfrentar a raiz do problema, o regime opta por uma fórmula conhecida: mais teatro, mais slogans e menos transparência.

Em meio ao apagão, a única energia que cresce em Cuba é a do descontentamento popular.

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