Cuba atravessa mais um dia de emergência energética. Nesta terça-feira, 25 de junho, a União Elétrica (UNE) informou que o país enfrentou interrupções elétricas durante todas as horas do dia anterior e nas primeiras horas de hoje, atingindo uma máxima de 1.882 MW às 21h50, coincindindo com o horário de pico da demanda.
A empresa estatal justificou este novo pico de apagões pela não entrada da unidade 1 da CTE Santa Cruz, o que desajustou os planos previstos. Enquanto isso, os cidadãos continuam enfrentando as consequências de um Sistema Elétrico Nacional (SEN) colapsado, onde nem a geração térmica nem as fontes renováveis atendem à demanda básica.

Estado atual do SEN
Segundo a nota informativa, às 7h da manhã de hoje, a disponibilidade do SEN era de 1.805 MW frente a uma demanda de 3.070 MW, o que gerou um déficit de 1.291 MW.
Para o meio-dia, estima-se uma afetinação de 1.350 MW, e para o horário de pico da noite, prevê-se uma disponibilidade que mal atinge metade da demanda prevista, o que repercutirá em um déficit estimado de 1.765 MW e uma afetinação de até 1.835 MW.
As causas são múltiplas: três unidades térmicas fora de serviço devido a avarias (Santa Cruz 1, Felton 2, Renté 6), três mais em manutenção (Santa Cruz 2, Cienfuegos 4, Renté 5), limitações térmicas de 374 MW e uma severa falta de combustível e lubrificantes que mantém 97 centrais de geração distribuída inativas (767 MW) e acrescenta outros 56 MW devido à escassez de óleo.
A Habana também à sombra
A Empresa Elétrica de Havana informou sua programação de apagões para hoje, 25 de junho. Os bairros afetados serão:
- B5: das 10:00 às 14:00.
- B2: das 11:00 às 15:00
- B1: das 15:00 às 19:00
- B4: das 19:00 às 23:00.
- B3: das 20:00 às 00:00.
Além disso, observa-se que, se necessário, as interrupções se estenderão após a meia-noite, com bloqueios rotativos de uma hora, começando pelos circuitos que não foram afetados durante o dia.
Sem esperança visível
Enquanto as autoridades repetem explicações técnicas, aumentam as denúncias nas redes sociais sobre apagões que superam 24 horas, alimentos estragados, crianças sem dormir e bairros inteiros na penumbra. A única constante é a deterioração: a cada dia, mais apagões, mais déficit e menos respostas.
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