Governo cubano promete melhorar as condições dos pacientes com câncer este ano

O Governo cubano planeja melhorar o atendimento a pacientes com câncer por meio da aquisição de equipamentos para a produção de citostáticos, em meio a uma crise que obriga os doentes a buscar ajuda fora da ilha.

Instituto Nacional de OncologiaFoto © Facebook / Ana Iris Cuellar Díaz

Em meio a crescentes reclamações sociais sobre a escassez de medicamentos e equipamentos médicos, o Governo cubano prometeu melhorar as condições de atendimento aos pacientes com câncer durante este ano.

O governante Miguel Díaz-Canel Bermúdez assegurou que melhoraria as condições para esses pacientes durante um encontro com especialistas e cientistas do setor de saúde para avaliar o progresso do Programa Integral de Controle do Câncer.

O anúncio chega em um contexto delicado, após casos como o do menino Damir, cuja família teve que deixar a ilha em busca de tratamento adequado devido à falta de citostáticos e recursos especializados em Cuba.

Sua história, que comoveu muitos, visibilizou as graves carências do sistema de saúde oncológico no país.

Entre as medidas mais concretas anunciadas destaca a aquisição, por parte da BioCubaFarma, de um moderno equipamento para a produção de citostáticos, fármacos essenciais na quimioterapia.

Segundo explicou o vice-primeiro-ministro Eduardo Martínez Díaz, esse investimento permitirá aumentar a disponibilidade nacional desses medicamentos, cuja escassez tem sido um dos maiores desafios para o tratamento do câncer nos últimos anos, citou o diário oficial Granma.

Atualmente, 60% dos pacientes oncológicos estão concentrados em Havana, Matanzas, Villa Clara, Camagüey, Holguín e Santiago de Cuba.

Apesar dos anúncios, as autoridades reconhecem que nem todas as soluções estão ao alcance imediato.

Há algumas semanas, o doutor Jorge Álvarez Blanco, chefe do Grupo Provincial de Oncologia Médica em Sancti Spíritus, reconheceu que muitos pacientes com câncer chegam sem um diagnóstico oportuno e, em muitos casos, sem acesso ao tratamento; no entanto, o regime não reconhece que a exportação de médicos e o deterioro da atenção primária na ilha contribuem para essa situação.

“A maioria nos chega tarde e muitas vezes não temos tratamento”, disse Álvarez Blanco.

A falta de acesso estável a tratamentos continua obrigando algumas famílias a buscar alternativas fora do país, como ocorreu com outros pacientes, incluindo menores de idade.

Perguntas frequentes sobre a situação do sistema de saúde oncológica em Cuba

Quais ações o governo cubano anunciou para melhorar o atendimento a pacientes com câncer?

O governo cubano, liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, prometeu melhorar as condições de atendimento aos pacientes com câncer durante este ano. Entre as medidas anunciadas está a aquisição de um moderno equipamento para a produção de citostáticos por parte da BioCubaFarma, o que aumentará a disponibilidade nacional desses medicamentos essenciais para a quimioterapia.

Quais são os principais desafios que o sistema de saúde cubano enfrenta para tratar o câncer?

O sistema de saúde cubano enfrenta graves carências de medicamentos e equipamentos médicos, especialmente citostáticos e serviços de radioterapia. Além disso, os diagnósticos tardios devido à falta de meios diagnósticos como tomografias complicam o tratamento eficaz do câncer, como apontou o doutor Jorge Álvarez Blanco, chefe do Grupo Provincial de Oncologia Médica em Sancti Spíritus.

Como o caso do menino Damir Ortiz afetou a percepção do sistema de saúde cubano?

O caso do menino Damir Ortiz visibilizou as graves deficiências do sistema de saúde cubano, especialmente no tratamento de doenças graves como o câncer. A falta de diagnóstico preciso e tratamento adequado obrigou sua família a buscar atendimento médico nos Estados Unidos, o que gerou críticas internacionais ao regime cubano e à sua gestão da saúde pública.

Quais justificativas o governo cubano apresentou diante das críticas ao sistema de saúde?

O governo cubano atribuiu as limitações no acesso a insumos médicos ao "rigoroso bloqueio econômico" imposto pelos Estados Unidos, argumentando que isso dificulta a aquisição de recursos essenciais para o atendimento médico. No entanto, as denúncias internas e internacionais apontam para uma combinação de má gestão e falta de recursos internos.

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