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A mipyme estatal Alquifrex, subordinada ao regime cubano, vendeu à população de Alquízar, na província de Artemisa, batatas que estavam à beira do deterioro.
A distribuição ocorreu como medida de emergência, após a empresa perder seis toneladas do tubérculo por decomposição.
A informação foi divulgada no Facebook por Radio Artemisa, que indicou que Alquifrex havia adquirido em fevereiro 20 toneladas de batata para diferentes fins.
No entanto, só em maio, após consultas com o governo municipal e provincial, que decidiram colocar à venda parte da carga, em uma tentativa de evitar maiores perdas.
Durante o fim de semana passado, a empresa ofereceu 60 quintais de batata na Feira dominical da Praça 4 de Abril e distribuiu quantidades adicionais no Reparto Enrique Hart, no lar materno Adelaida Vidal, no lar de idosos Antonio "Cundo" Ortega e na direção municipal de Saúde Pública.
Segundo a administradora da entidade, Yemilka Hernández Álvarez, foi alertada a população sobre a urgência de consumir rapidamente o produto, devido ao avançado estado de maturação.
Somente no sábado foram vendidos 33 quintais, e o restante foi entregue no dia seguinte.
O chefe de área, Argemis Kindelán Berroa, declarou que atuaram “de acordo com nossas competências comerciais como ator econômico”, sublinhando o caráter oficialista da gestão.
Um governo que se orgulha de ser humanista e de trabalhar para o povo demonstra diariamente como sua ineficiência, seu desprezo pela dignidade cidadã e seu controle absoluto sobre os recursos acabam afetando diretamente aqueles que afirma proteger.
O caso da mipyme estatal Alquifrex, que vende batatas à beira da decomposição para os habitantes de Alquízar, em Artemisa, não constitui um fato isolado.
Este tipo de decisões, adotadas por autoridades oficiais cubanas diante da ineficiência na gestão e conservação de alimentos, tem sido denunciado em diversas ocasiões.
Em Santiago de Cuba, por exemplo, foi reportada a venda de compotas em mau estado destinadas a crianças, um fato que gerou indignação entre pais e profissionais de saúde, que alertaram sobre os riscos de consumir produtos visivelmente deteriorados.
Assim, em Havana, uma loja se recusou a retirar de sua oferta um item em mau estado, ignorando as queixas dos consumidores.
A negativa do estabelecimento refletiu uma atitude recorrente de desinteresse em relação à segurança alimentar da população, que é obrigada a adquirir produtos em condições deficientes pela falta de alternativas.
Outro caso grave foi exposto em Sancti Spíritus, onde um cidadão denunciou a péssima qualidade do iogurte distribuído à população, evidenciando mais uma vez que os mecanismos de controle de qualidade brilham pela sua ausência dentro do sistema estatal de distribuição.
Perguntas frequentes sobre a distribuição de batata em Artemisa e a crise alimentar em Cuba
Por que a mipyme estatal Alquifrex vendeu batata em mau estado em Artemisa?
A mipyme estatal Alquifrex vendeu batata à beira do deterioro como medida de emergência após perder seis toneladas do tubérculo por decomposição. Esta venda ocorreu em uma tentativa de evitar perdas maiores e foi realizada após consultas com o governo municipal e provincial.
Quais medidas estão sendo tomadas em Artemisa devido à crise de farinha de trigo?
Em Artemisa, o pão normado é vendido em dias alternados e é elaborado com misturas de batata-doce, mandioca e abóbora para aumentar a quantidade de farinha disponível. Além disso, foram assinados convênios com entidades privadas para importar pequenas quantidades do produto e manter o serviço ativo.
Qual é a situação atual da distribuição de batata em Cuba?
A distribuição de batata em Cuba é marcada por escassez, racionamento e desorganização. Em várias províncias, a batata é vendida em quantidades mínimas e sua distribuição está sujeita à disponibilidade irregular, o que gera longas filas e descontentamento entre a população.
Como a crise alimentar em Cuba está afetando a população?
A crise alimentar em Cuba está afetando gravemente a vida diária da população, com racionamentos extremos de produtos básicos como pão e batata. A ineficiência e as políticas governamentais têm agravado a situação, deixando muitas famílias em incerteza e desconforto constante.
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