Cubana no Uruguai: "Cuidamos da casa como se fosse nossa e é alugada"

Uma jovem cubana no Uruguai compartilhou no TikTok alguns dos costumes que ela mantém fora da ilha...

Foto © TikTok / @la_cubana_en_uruguay

Uma cubana no Uruguai compartilhou no TikTok algumas práticas cotidianas que mantém em sua vida diária e que, segundo explicou, fazem parte de sua mentalidade como emigrate cubana.

“Guardamos as bandejas no forno para não ocupar espaço”, diz no vídeo @la_cubana_en_uruguay, enquanto explica como organiza sua cozinha. Ela também se refere ao uso de sacolas plásticas: “Guardamos as sacolas dentro da mesma sacola e, além disso, as reaproveitamos porque estão bem caras”.

Em outro trecho, destaca o valor que atribui ao cuidado do lar, mesmo que se trate de uma propriedade alugada: “Cuidamos da casa como se fosse nossa, além de pintá-la e mantê-la, e é alugada.”

As declarações da jovem geraram comentários de outros usuários que se identificam com esses costumes, muitos dos quais são comuns entre cubanos dentro e fora da ilha. Em alguns casos, outros usuários comentaram que também reutilizam sacolas ou guardam utensílios para otimizar o espaço, como parte de hábitos que se mantêm mesmo após anos de emigração.

Este tipo de conteúdo tornou-se frequente nas redes sociais, onde numerosos cubanos compartilham experiências semelhantes. Em meses anteriores, uma cubana nos Estados Unidos explicou por que investe em melhorar seu apartamento alugado, argumentando que não é uma perda de dinheiro, mas uma forma de bem-estar pessoal.

Outros exemplos mostram como famílias recém-chegadas de Cuba reciclam tudo o que é possível, ou como mães recém-chegadas continuam guardando restos de sabão, sacolas e embalagens como parte de uma lógica do “por via das dúvidas” que não desaparece com a emigração.

Também ganharam popularidade conteúdos humorísticos que abordam essa realidade, como o vídeo em que uma cubana afirma que “na casa dos cubanos morre uma toalha e nasce uma colcha de trapear”, ou a paródia onde se diz que “tire da sua cabeça a palavra botar”, ambos reflexos da engenhosidade nascida da necessidade.

Os costumes mencionados pela jovem no Uruguai fazem parte de uma identidade compartilhada que muitos emigrados reconhecem, e que continua a se manifestar em diversos cantos do mundo onde vivem cubanos.

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