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O empresário cubano-mexicano Juan Carlos Minero Alonso, acionista principal e diretor da casa financeira Black Wallstreet Capital (BWC), foi detido novamente nesta terça-feira, 27 de maio, na Cidade do México, por sua suposta participação nos crimes de criminalidade organizada e lavagem de dinheiro.
A captura foi realizada por elementos da Polícia Federal Ministerial e da Agência de Investigação Criminal (AIC) da Procuradoria Geral da República (FGR), com o apoio da Guarda Nacional, conforme revelou a imprensa local.
Arresto e imputações
Segundo o Registro Nacional de Detenções, Minero Alonso, de 35 anos, foi capturado às 10h55 na capital mexicana e foi transferido para o Centro Federal de Readaptação Social número 1, Altiplano, em Almoloya de Juárez, Estado do México.
Durante a audiência inicial, presidida pelo juiz Gregorio Salazar Hernández, foi decretada prisão preventiva contra o empresário.
A FGR imputou os delitos mencionados, enquanto Minero Alonso se reservou o direito de se manifestar e solicitou a duplicidade do prazo constitucional, portanto, será apenas na próxima segunda-feira que se decidirá se será vinculado ao processo.
Antecedentes da pesquisa: Acusações graves
A investigação contra a BWC remonta a fevereiro de 2022, quando um suposto ex-integrante do cartel do Norte do Vale da Colômbia denunciou que a casa financeira operava como uma fachada para lavagem de dinheiro e estava envolvida no tráfico de drogas e armas.
O denunciante afirmou ter trabalhado transportando cocaína, metanfetamina e armamento em veículos de propriedade de Alfredo Benavidez Garza, conhecido como "El Blacs", alguns com placas diplomáticas falsas.
Asimismo, el testigo implicó a Eduard Gil Dardo, alias "El Boliqueso", supuesto líder colombiano de una red internacional de narcotráfico, y a Juan Alberto Cardona García, alias "El Maiki", como responsable del traslado de drogas en avionetas con matrícula falsa.
As autoridades mexicanas realizaram buscas em diversos domicílios vinculados à rede, incluindo uma residência em Interlomas, Estado do México, e um escritório na colônia Anzures, Cidade do México, onde operava a BWC.
Durante essas diligências, foram apreendidas armas de fogo, veículos de luxo com placas diplomáticas, relógios de alta gama e documentação comprometedora.
Rede de narcotráfico internacional
Uma investigação coordenada por jornalistas do Aristegui Noticias, Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade, Quinto Elemento Lab, Narcodiario e o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) revelou que os sócios de Minero Alonso na BWC estavam sendo investigados há anos no México, Colômbia, Espanha e Países Baixos.
O modus operandi incluía o envio de toneladas de cocaína e metanfetamina para a Europa, escondidas em blocos de concreto através dos portos de Barcelona e Amsterdã entre 2011 e 2021.
A empresa financeira teria sido o instrumento para canalizar 15.000 milhões de pesos provenientes do narcotráfico, segundo informaram os jornalistas Lilia Saúl Rodríguez e Juan Omar Fierro.
Cateo de 2023 e escândalo por roubo milionário
Em 15 de março de 2023, uma operação nas escritórios da BWC na colônia Anzures, realizada pela Procuradoria Geral de Justiça e pela Secretaria de Segurança Cidadã da Cidade do México, resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo Minero Alonso.
No entanto, devido a irregularidades no procedimento e denúncias de roubo de 70 milhões de pesos em dinheiro, os detidos foram liberados, e oito servidores públicos envolvidos na ação foram presos por supostos atos de corrupção.
A nova detenção de Juan Carlos Minero Alonso gerou repercussão, não apenas pelo perfil empresarial do detido, mas também pelas ramificações transnacionais da rede financeira e criminosa em que supostamente operava.
A próxima audiência será crucial para definir a situação legal de Minero Alonso, que, se for vinculado ao processo, enfrentará uma longa batalha judicial.
Perguntas frequentes sobre a prisão do empresário cubano-mexicano Juan Carlos Minero Alonso
Quem é Juan Carlos Minero Alonso e por que foi preso?
Juan Carlos Minero Alonso é um empresário cubano-mexicano e diretor da casa financeira Black Wallstreet Capital (BWC). Foi preso na Cidade do México por sua suposta implicação em crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Qual é a relação de Juan Carlos Minero Alonso com o crime organizado?
Segundo as investigações, Juan Carlos Minero Alonso está vinculado a uma rede internacional de narcotráfico que utilizava a casa financeira BWC como fachada para a lavagem de dinheiro e o tráfico de drogas e armas, em colaboração com membros de cartéis colombianos.
Como operava a rede de lavagem de dinheiro do Black Wallstreet Capital?
A rede operava enviando drogas para a Europa escondidas em blocos de concreto e canalizando 15 bilhões de pesos provenientes do narcotráfico através da casa financeira Black Wallstreet Capital, conforme revelaram investigações jornalísticas e policiais.
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