Em meio a uma crescente crise energética, o governo cubano anunciou que transferirá transformadores elétricos de entidades estatais para áreas residenciais de Havana, em uma tentativa de amenizar os constantes apagões que afligem a população.
A Empresa Elétrica de Havana comunicou em sua página de Facebook que, devido às altas temperaturas e ao aumento do consumo de energia na capital, ocorreram avarias em vários transformadores de distribuição. No entanto, admitiram que atualmente não existem equipamentos de reposição disponíveis no país.
Como solução emergente, a empresa anunciou que está retirando transformadores de instituições estatais para suprir aqueles que colapsaram em áreas habitadas.
“Uma vez resolvida a falta de transformadores, proceder-se-á a repô-los nas instituições governamentais de forma gradual”, indicaram.

A medida foi recebida com críticas por parte dos cidadãos, que nas redes sociais descreveram a ação como "despir um santo para vestir outro".
Pouco depois da onda de comentários negativos, o comunicado foi removido da página oficial da empresa.
Os apagões em Cuba ultrapassam atualmente 14 horas diárias em muitas regiões do país, agravando o descontentamento popular em um contexto de escassez, calor extremo e falta de perspectivas de curto prazo para uma melhoria no fornecimento elétrico.
As autoridades reiteraram o apelo à economia de energia, embora muitos cubanos considerem que já não há margem para reduzir ainda mais o consumo.
Perguntas frequentes sobre a crise energética e os apagões em Cuba
Por que o governo cubano está transferindo transformadores elétricos para áreas residenciais?
O governo cubano está transferindo transformadores de entidades estatais para zonas residenciais como uma medida emergencial para amenizar os apagões constantes em Havana devido à falta de equipamentos de reposição no país. Essa ação tem sido criticada pela população, que a considera uma solução momentânea e insuficiente para uma crise energética mais ampla.
Qual é a situação atual dos apagões em Cuba?
Em Cuba, os apagões podem ultrapassar 14 horas diárias em muitas áreas, o que gerou um descontentamento popular significativo. A crise energética se deve a um déficit na geração elétrica, agravado pela falta de manutenção nas termelétricas e pela escassez de combustível.
Como a crise energética está afetando a população cubana?
A crise energética está afetando gravemente a qualidade de vida dos cubanos, que enfrentam dificuldades para conservar alimentos, acessar água potável e realizar atividades diárias. A situação desencadeou protestos e paneladas, refletindo o crescente descontentamento e desespero da população.
O que pensam os cidadãos sobre a gestão do governo nesta crise?
Os cidadãos expressam indignação e frustração diante da gestão do governo na crise energética. Consideram insuficientes as explicações oficiais e exigem soluções imediatas. A percepção de ineficiência e falta de planejamento adequado levou a um aumento do descontentamento social.
Quais medidas o governo cubano tomou para enfrentar a crise energética?
O governo cubano informou sobre esforços para importar combustíveis e reparar termoelétricas, mas essas medidas não oferecem uma solução imediata. A falta de resultados concretos e o contínuo deterioro da infraestrutura energética mantêm a crise sem solução.
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