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O boxeador cubano Yordenis Ugás expressou sua indignação após a morte de Zoila Esther Chávez Pérez, mãe do preso político José Gabriel Barrenechea, que faleceu sem poder se despedir do filho devido à negativa do regime cubano de permitir uma última visita.
Ugás, conhecido por seu ativismo em defesa dos direitos humanos em Cuba, compartilhou em suas redes sociais uma mensagem de condenação às autoridades cubanas por esta situação injusta e dolorosa.
"O regime mais uma vez demonstra sua crueldade ao impedir que uma mãe veja seu filho pela última vez. Não há justificativa para tanto dor infligida", escreveu Ugás em sua conta do X. O boxeador tem sido uma voz constante na denúncia das violações dos direitos humanos na ilha e criticou duramente o governo cubano por sua repressão aos dissidentes.
A morte de Zoila Esther Chávez gerou uma onda de solidariedade e protestos entre ativistas e defensores dos direitos humanos, que exigem a libertação imediata de José Gabriel Barrenechea e de todos os presos políticos em Cuba.
Organizações como Cubalex e Justiça 11J denunciaram a situação e pediram à comunidade internacional que faça pressão sobre o regime cubano para que respeite os direitos fundamentais de seus cidadãos.
Recentemente, Ugás também criticou as marchas do Primeiro de Maio em Cuba, qualificando os presentes de "cúmplices do regime" e denunciando a mobilização forçada de milhões de cubanos em meio à profunda crise que o país enfrenta.
"Quão triste ver nosso povo saindo para festejar e apoiar o jugo que os oprime", expressou o atleta, que reside nos Estados Unidos e tem sido um crítico constante do governo cubano.
A situação dos direitos humanos em Cuba continua a ser motivo de preocupação para a comunidade internacional, e casos como o de Zoila Esther Chávez e seu filho José Gabriel destacam a necessidade de uma atenção urgente e contínua à repressão e às violações de direitos fundamentais na ilha.
Com drones no ar e líderes ausentes, Díaz-Canel se alinha com Putin
A visita de Miguel Díaz-Canel à Rússia ocorre em um contexto de alta tensão em Moscou, onde as autoridades intensificaram as medidas de segurança diante da possibilidade de ataques com drones ucranianos durante as celebrações do Dia da Vitória em 9 de maio.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, alertou que a Rússia tem motivos para estar preocupada, sugerindo que poderiam ocorrer ações durante o desfile na Praça Vermelha, segundo reportagem do La Sexta.
Essas preocupações levaram alguns líderes internacionais a cancelar sua participação no evento. Entre eles, El País destacou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o presidente sérvio, Aleksandar Vučić, e o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, que declinaram o convite de Vladimir Putin para participar das comemorações.
A ausência desses líderes destaca o isolamento crescente da Rússia no cenário internacional e sublinha as tensões derivadas do conflito na Ucrânia. Em contraste, a presença de Díaz-Canel em Moscou reforça a aliança entre Cuba e Rússia em um momento em que ambos os países enfrentam sanções e críticas por parte da comunidade internacional.
Nesse contexto, as declarações de Ugás ganharam especial relevância, refletindo a indignação de muitos cubanos diante da situação dos direitos humanos na ilha e a percepção de desconexão entre a cúpula do poder e as realidades do povo.
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