A partir do próximo dia 5 de maio, o Consulado Geral da Espanha em Havana aumentará em 336 o número de atendimentos semanais disponíveis para a apresentação de processos sob a Lei da Memória Democrática (LMD).
O anúncio oficial da medida foi no dia 25 de abril, em seu perfil na rede social X. As novas vagas disponíveis para a apresentação de processos representam um aumento de 27,2% na capacidade de atendimento, segundo informou a sede diplomática.
A notícia foi recebida com entusiasmo por muitos cubanos descendentes que aspiram a obter a nacionalidade espanhola, que veem nesta ampliação uma oportunidade para avançar em seus trâmites.
No entanto, o anúncio também provocou uma onda de críticas e reclamações. Os usuários denunciam atrasos, falta de transparência e uma gestão ineficiente do processo no consulado espanhol em Havana.
“Se continuarmos tão lentos, a lei se acabará e muitos de nós ficaremos de fora. Acelere mais, contrate pessoal, faça algo”, expressou uma solicitante visivelmente preocupada porque a data limite para apresentar os processos permanece estabelecida para 22 de outubro.
Outra usuária questionou a eficácia do aumento de agendamentos se o restante do procedimento não for acelerado também. “Esperamos que, se aumentaram a capacidade diária de recepção de documentos, isso signifique que vão acelerar o processo de inscrição ou de envio de certificações literais."
As dúvidas não se limitam aos atrasos no envio de documentos. Também surgem vozes sobre supostas irregularidades na ordem de atendimento. “Muito bem o aumento de consultas, mas tenho uma dúvida. Continuarão pulando pessoas? (...) Não servirá de nada se as pessoas não receberem suas credenciais.”
Outros exigem coerência entre a ampliação de citações e o processamento da documentação. “Se há mais citações, entreguem mais credenciais então”, disse um usuário.
Em meio à frustração generalizada, uma mensagem resume o sentimento coletivo de muitos descendentes cubanos: “Nós também queremos ser espanhóis por direito”.
O Consulado, por sua vez, não respondeu publicamente a essas críticas. Enquanto isso, cresce a pressão social sobre a sede diplomática, solicitando-lhes uma gestão mais eficaz do processo de nacionalização sob a Lei da Memória Democrática.
A desesperação de muitos cubanos para completar seus trâmites é evidente. Obter a nacionalidade espanhola de seus avós pode significar uma mudança importante em suas vidas e uma opção para escapar da miséria em Cuba.
Perguntas frequentes sobre o Consulado da Espanha em Cuba e a Lei da Memória Democrática
Como mudou o número de consultas disponíveis no Consulado da Espanha em Havana?
A partir de 5 de maio, o Consulado Geral da Espanha em Havana aumentará em 336 o número de atendimentos semanais para a apresentação de processos sob a Lei da Memória Democrática, o que representa um aumento de 27,2% na sua capacidade de atendimento.
Quais são as críticas ao Consulado da Espanha em Havana?
As críticas se concentram na demora prolongada, falta de transparência e gestão ineficiente do processo de nacionalização sob a Lei da Memória Democrática. Usuários apontaram problemas como o atraso no envio de documentos e supostas irregularidades na ordem de atendimento.
Que medidas estão sendo tomadas para melhorar o processo de nacionalização em Cuba?
O Governo espanhol anunciou a abertura de novos consulados gerais em Cuba e a implementação de reformas tecnológicas, como a plataforma Dicireg, para agilizar e modernizar os serviços consulares. No entanto, a falta de acesso ao novo sistema continua sendo um problema para muitos solicitantes.
Quais são as vantagens do novo sistema de Registro Civil eletrônico no Consulado da Espanha em Havana?
O novo sistema de Registro Civil eletrônico permite obter certificados consulares de maneira digital, reduzindo os tempos de espera e agilizando os trâmites administrativos. Isso inclui certificados de antecedentes criminais, matrimoniais, de nascimento, entre outros.
Como afeta a Lei da Memória Democrática os cubanos que buscam a nacionalidade espanhola?
La Lei da Memória Democrática permite aos descendentes de espanhóis exilados durante a Guerra Civil e o franquismo obter a cidadania. No entanto, eles devem cumprir certos requisitos e enfrentar desafios, como a falta de credenciais para agendar consultas, o que gerou críticas ao consulado pela sua gestão do processo.
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