Mario J. Pentón responde de forma categórica à dúvida de um cubano que voltou à ilha após entrar nos Estados Unidos com o CBP One

Um cubano que retornou à ilha após entrar nos EUA com o CBP One enfrenta a perda de sua oportunidade de residência. Mario J. Pentón responde e lembra que a política migratória se torna mais rigorosa na era Trump.

Mario J. Pentón / App CBP OneFoto © Facebook do jornalista / Redes sociais

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Um cubano que entrou nos Estados Unidos em 2024 sob o programa CBP One com um formulário I-94 teme que seu retorno a Cuba afete seu pedido de residência americana e lhe feche as portas definitivamente ao país norte-americano.

Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, o migrante relatou que deveria solicitar a residência em agosto, mas por "situações presentes" abandonou os Estados Unidos no dia 12 de abril sem notificar sua saída. "Apenas peguei um avião e voltei para Cuba", disse.

Pergunta enviada ao jornalista Mario J. Pentón

No mensagem, expressa sua preocupação sobre como ficaria seu status migratório caso, no futuro, sejam revogadas as medidas impostas pelo presidente Donald Trump em matéria migratória.

A publicação foi respondida de forma contundente pelo jornalista Mario J. Pentón, que afirmou que o migrante cubano já perdeu sua "oportunidade de vida".

Facebook Mario J. Pentón

“Você não pode retornar a este país porque: 1- violou as condições do parole que lhe foi concedido; 2- retornou ao país de onde supostamente estava fugindo e razão pela qual lhe permitiram entrar nos Estados Unidos. Boa sorte na sua nova vida em Cuba. Você vai precisar”, escreveu Pentón em seu perfil.

O caso gerou debate nas redes sociais, onde os usuários se dividem entre aqueles que expressam compreensão diante das razões do retorno à ilha e aqueles que apoiam as políticas migratórias da administração Trump.

Em fevereiro de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou que o aplicativo CBP One, que funcionava como método de identificação para migrantes indocumentados em voos nacionais, ficaria restrito apenas para processos de autodeportação ou transferências entre centros de detenção.

A Administração de Segurança no Transporte (TSA) confirmou que os migrantes só poderiam acessar os controles aeroportuários se o propósito da viagem estivesse vinculado à sua saída do país.

Esta medida foi apresentada pela secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, como uma reversão das políticas migratórias da era Biden.

Posteriormente, no dia 8 de abril, o Departamento de Segurança Nacional (DHS) começou a enviar notificações de cancelamento de permissões de permanência (paroles) aos migrantes que entraram nos EUA através do CBP One.

En tais comunicações, os beneficiários eram instados a deixar o país imediatamente, alertando que, caso não o fizessem, seriam alvo de deportação e perda de benefícios como a autorização de trabalho.

As autoridades não detalharam o número exato de afetados. Essas medidas estavam alinhadas com os objetivos do novo governo de reforçar a segurança nacional e limitar o uso do parole como mecanismo de entrada legal.

A cancelamento destes permissos representa uma mudança radical em relação à administração anterior, que utilizou CBP One como ferramenta-chave para gerenciar agendamentos legais na fronteira sul.

Desde o seu primeiro dia no poder, Donald Trump ordenou a suspensão de novas atribuições de consultas através deste aplicativo, deixando milhares de pessoas presas no México.

Esta política, somada à eliminação do parole humanitário, constitui um dos pilares da ofensiva migratória atual, que afeta diretamente comunidades como a cubana.

Perguntas frequentes sobre o uso do CBP One e a situação migratória dos cubanos nos EUA.

O que é o CBP One e por que seu uso foi restrito?

CBP One é um aplicativo criado sob a administração Biden que permitia a migrantes sem identificação válida embarcar em voos domésticos nos EUA por meio de verificação biométrica. No entanto, sob a administração Trump, seu uso foi restrito para permitir apenas processos de autodeportação ou transferências entre centros de detenção, como parte de uma política de controle migratório mais rigorosa.

Quais consequências um migrante cubano enfrenta ao retornar a Cuba depois de entrar nos EUA com o CBP One?

Al voltar a Cuba depois de entrar nos EUA com o CBP One, o migrante viola as condições do parole concedido, o que pode resultar na perda da oportunidade de obter a residência americana. O retorno ao país de origem contradiz a razão alegada para a entrada nos EUA e pode fechar definitivamente as portas para retornar ao país americano.

Como a cancelamento do parole afeta os migrantes que usaram o CBP One?

A cancelamento do parole afeta os migrantes que ingressaram nos EUA por meio do CBP One, uma vez que eles são notificados de que devem deixar o país imediatamente. Se não o fizerem, enfrentarão medidas policiais e perderão benefícios, como a autorização de trabalho. Essa medida é parte de uma política para garantir as fronteiras e reforçar a segurança nacional sob a administração Trump.

Quais mudanças o governo Trump implementou na política migratória em relação a Cuba?

O governo de Trump implementou mudanças significativas na política migratória em relação a Cuba, incluindo a revogação do parole humanitário e a restrição do uso do CBP One. Além disso, ordenou a autodeportação de migrantes cubanos que não possuem um status migratório definido, afetando milhares de pessoas que entraram no país com permissões temporárias.

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