EUA sancionam Cristina Kirchner por casos de corrupção na Argentina

A sanção impede que tanto Kirchner quanto seus familiares diretos possam entrar nos Estados Unidos.

Cristina FernandezFoto © Captura do Youtube/Clarin

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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira sanções contra a ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner (2007-2015), e o ex-ministro de Planejamento Federal, Julio De Vido, por sua implicação em casos de corrupção durante seus anos no cargo.

O secretário de Estado, Marco Rubio, informou por meio de um comunicado oficial que a designação, realizada de acordo com a Seção 7031(c) do Departamento de Estado, impede que tanto Kirchner quanto De Vido, juntamente com seus familiares diretos, possam ingressar nos Estados Unidos.

Rubio detalhou que Kirchner e De Vido "abusaram de seus cargos públicos ao orquestrar e se beneficiar economicamente de múltiplos esquemas de subornos relacionados com contratos de obras públicas", o que resultou no desvio de milhões de dólares do governo argentino.

Segundo o comunicado, múltiplos tribunais condenaram ambos os exfuncionários por corrupção, o que erodiu a confiança da população e dos investidores no futuro da Argentina.

"A designação de Cristina Fernández de Kirchner e Julio De Vido ressalta o compromisso dos Estados Unidos na luta contra a corrupção em nível global, mesmo nos mais altos escalões do governo", afirmou Rubio na declaração oficial.

As sanções estão inseridas na Seção 7031(c) da Lei de Apropriações do Departamento de Estado, Operações Estrangeiras e Programas Relacionados, que exige que o Secretário de Estado torne públicas ou privadas as designações de funcionários estrangeiros envolvidos em corrupção significativa ou violações graves dos direitos humanos.

Os Estados Unidos afirmaram que continuarão a promover a responsabilização daqueles que abusarem do poder público para enriquecimento pessoal.

Em 2022, Fernández de Kirchner foi condenada a seis anos de prisão pela acusação de corrupção relacionada à obra pública viária em Santa Cruz, um processo que se desenrolou entre 2003 e 2015, além de receber uma inabilitação perpétua para ocupar cargos públicos.

A então vice-presidente argentina, que não foi para a prisão devido ao foro que lhe confere seu cargo no governo de seu país, ouviu sua sentença ao vivo de seu escritório no Senado e comentou que sua sanção “não é uma condenação pelas leis da Constituição ou do Código Penal”.

A Justiça da Argentina pedia à funcionária 12 anos de prisão por irregularidades na adjudicação de obras públicas durante seu mandato como presidenta entre 2007 e 2015, informou antes do julgamento o Ministério Público do país sul-americano.

Perguntas frequentes sobre as sanções dos EUA a Cristina Kirchner e a política exterior de Marco Rubio

Por que os Estados Unidos sancionaram Cristina Kirchner?

Os Estados Unidos sancionaram Cristina Kirchner por sua implicação em casos de corrupção durante seu mandato como presidenta da Argentina. Ela é acusada de orquestrar e se beneficiar financeiramente de esquemas de subornos relacionados a contratos de obras públicas, o que resultou no desvio de milhões de dólares do governo argentino.

O que implica a Seção 7031(c) utilizada para sancionar Kirchner?

A Seção 7031(c) do Departamento de Estado dos EUA permite a designação pública de funcionários estrangeiros envolvidos em corrupção significativa ou violações graves dos direitos humanos. Essa medida proíbe que os sancionados e seus familiares diretos entrem nos Estados Unidos. No caso de Kirchner, ressalta o compromisso dos EUA na luta contra a corrupção em nível global.

Qual é a postura de Marco Rubio sobre a política externa dos EUA em relação a Cuba?

Marco Rubio adotou uma postura rigorosa em relação ao regime cubano, apoiando medidas como a ampliação da lista de entidades cubanas restritas e a permanência de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo. Seu enfoque busca promover a responsabilização do regime cubano por suas ações opressivas e violações dos direitos humanos.

Como influenciou a administração Trump nas relações entre os EUA e a América Latina?

A administração Trump, com Marco Rubio como Secretário de Estado, endureceu a política em relação a regimes autoritários na América Latina, como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua. Foram implementadas sanções econômicas e restrições migratórias, visando enfraquecer esses governos e apoiar a restauração da democracia na região.

Que medidas os EUA tomaram contra empresas ligadas ao regime cubano?

Os Estados Unidos sancionaram empresas como a Orbit S.A., controladas pelo conglomerado militar cubano GAESA, proibindo transações com essas entidades para evitar que os recursos fluam para setores que oprimem o povo cubano. Esta medida é parte de um esforço mais amplo para endurecer a política americana em relação a Cuba.

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Equipe Editorial da CiberCuba

Uma equipe de jornalistas comprometidos em informar sobre a atualidade cubana e temas de interesse global. No CiberCuba, trabalhamos para oferecer notícias verídicas e análises críticas.

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