A Teoria do Cavalo Morto: o conceito viral com o qual os cubanos identificam o castrismo

A Teoria... para os cubanos relata como o regime se recusa a aceitar seu fracasso e insiste em táticas inúteis para manter um sistema colapsado.

Cavalo morto em uma mesa (Imagem feita com IA)Foto © Grok / CiberCuba

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Uma publicação em Facebook se tornou viral nos últimos dias entre os internautas cubanos, que identificam o regime castrista com um animal morto.

"A Teoria do Cavalo Morto" é uma metáfora que reflete como pessoas, instituições ou nações com problemas evidentes e impossíveis de solucionar não conseguem aceitar a realidade.

O post é obra do usuário Cabalgando Magazine, que descreve como às vezes, quando alguém descobre que está montado em um cavalo morto, em vez de descer e deixá-lo, toma medidas como comprar outra sela, melhorar a alimentação do equino, demitir o cuidador, criar equipes de trabalho para analisar o problema ou até redefinir o conceito de "morto" para se convencer de que o cavalo ainda tem possibilidades.

Captura do Facebook / Cabalgando Magazine

A publicação gerou centenas de reações de cubanos, para quem é evidente que seu governo é um cavalo morto: um sistema colapsado que a elite do poder se recusa a mudar e continua aplicando táticas fracassadas para sustentá-lo, em vez de fazer mudanças reais.

"Cuba é o exemplo de um cavalo morto e podre", "Assim acontece em Cuba e o cavalo morto se chama comunismo", "Cuba, o exemplo do cavalo morto", "Nós, cubanos, estamos todos montados em um cavalo morto" e "O que mais abunda em Cuba, os cavalos mortos", foram alguns dos comentários.

Um usuário lembrou a ironia de que o grande responsável pela debacle em Cuba, Fidel Castro, era chamado de 'o cavalo'. "Não foi apenas ele, mas ele, com suas megalomanias e grandiloquências, liderou a 'proeza' e se entronizou como um caudilho 'incutível', 'hipnotizou' alguns que, como fanáticos de um culto, o seguiram, e o seguem mesmo depois da morte dos dois cavalos: tanto do caudilho quanto - e esta é a parte dolorosa - da pátria enquanto sociedade funcional."

A Teoria do Cavalo Morto é utilizada para descrever situações em que se continua a insistir em algo que claramente já não funciona, em vez de aceitar a realidade e mudar de abordagem. É comumente aplicada na política, na economia, na administração e até na vida cotidiana para ilustrar a resistência à mudança e a obstinação em manter sistemas ineficazes.

Baseia-se na ideia de que, se você perceber que seu cavalo está morto, o lógico é descer dele e procurar outro meio de transporte. No entanto, em muitos casos, as pessoas, organizações ou governos fazem o contrário e recorrem a táticas inúteis.

Não há uma origem exata documentada para esta teoria, mas acredita-se que ela provenha de antigas metáforas dos nativos americanos. Ao longo do tempo, tem sido utilizada no mundo dos negócios e na política, especialmente na gestão de empresas e na crítica a regimes políticos que se recusam a reconhecer seu fracasso.

Perguntas frequentes sobre "A Teoria do Cavalo Morto" e a situação em Cuba

O que é "A Teoria do Cavalo Morto" e como se aplica a Cuba?

"La Teoria do Cavalo Morto" é uma metáfora que descreve como pessoas ou governos insistem em manter sistemas ou práticas que não funcionam, em vez de aceitar a realidade e fazer as mudanças necessárias. No contexto cubano, essa teoria é utilizada para criticar o regime castrista, que continua aplicando políticas fracassadas em vez de reconhecer seu colapso e empreender reformas reais.

Por que os cubanos comparam o governo a um "cavalo morto"?

Os cubanos usam essa comparação para expressar que o regime socialista em Cuba é um sistema inoperante que, apesar de seu evidente fracasso, continua a ser sustentado por táticas ineficazes em vez de ser substituído. A metáfora do "cavalo morto" reflete a resistência do governo em aceitar a realidade de sua ineficácia e a realizar mudanças significativas.

Qual é o impacto das políticas do governo na vida cotidiana dos cubanos?

As políticas do governo cubano levaram a uma crise econômica e social que afeta gravemente a vida cotidiana dos cidadãos. Isso se evidencia no colapso de serviços básicos como o transporte e os serviços funerários, bem como na escassez de produtos essenciais. A população enfrenta condições de vida precárias e uma falta de perspectivas de melhora.

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Equipe Editorial da CiberCuba

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