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O ativista cubano-americano Carlos Lazo respondeu às críticas que exigem uma postura mais clara sobre o regime cubano.
Em uma extensa publicação em suas redes sociais, Lazo lembrou como, desde sua juventude na Cuba dos anos 80, foi pressionado a "se definir", uma exigência que, segundo ele, só tem servido para dividir a sociedade cubana.
“Que se vão!”, “Desgraçados!”, “Vai embora!”, “Morra!”, “Traidor”, “Defina-se”, escreveu Lazo, citando as frases que lhe foram dirigidas tanto nas redes sociais quanto na rua.
“Essa exigência me persegue e me aterra. É um pesadelo recorrente. Eu não me ‘defini’ até depois”, afirmou.
A polêmica em torno de Lazo se intensificou nos últimos dias, após denunciar que as autoridades cubanas têm dificultado a entrega direta de insumos médicos e leite em pó a hospitais pediátricos por meio de sua organização Puentes de Amor.
Lazo afirmou que o governo cubano teria proibido várias instituições de saúde de receber a ajuda gerida por sua equipe, o que gerou descontentamento entre aqueles que o apoiaram em seu ativismo.
"This situation has been addressed at multiple levels, with institutions and officials. The responses are evasive", afirmou Lazo, visivelmente incomodado com a falta de clareza oficial.
Em reação a essas declarações, a funcionária do Ministério da Saúde Pública (MINSAP), Yilian Jiménez Expósito, negou que tenha sido proibido o acesso de Lazo e seu grupo aos hospitais, embora tenha reconhecido que em algumas ocasiões foi negada a entrada por não terem coordenado previamente as visitas.
Diante dos ataques que recebeu por esta controvérsia, Lazo reiterou seu repúdio aos extremismos e lembrou que, ao longo de sua vida, foi rotulado tanto de “gusano” quanto de “comunista”.
Segundo ele, foi na guerra do Iraque, em 2004, que finalmente encontrou sua verdadeira definição: "Ali me defini. Nesse instante. Enquanto abraçava aquele pai, avô, irmão, vizinho. Então, parem de encher e não me peçam para me definir. Já fiz isso! Estou do lado das crianças cubanas".
Sua postura gerou reações divididas. Enquanto alguns o acusam de evitar uma condenação direta ao regime cubano, outros, como o cantor Israel Rojas, saíram em sua defesa, qualificando como "profundamente injusto" sugerir que Lazo mente sobre os obstáculos que enfrenta em sua atividade humanitária.
A pesar das críticas e das dificuldades, Lazo assegura que continuará com sua missão de ajudar os cubanos e promover a reconciliação entre os da ilha e a diáspora.
"Nem regulações, nem incompreensões, nem obstáculos nos impedirão de continuar impulsionando esta obra. Esta é uma obra de amor. O amor é imperecível", concluiu.
Perguntas frequentes sobre a polêmica de Carlos Lazo e o regime cubano
Por que Carlos Lazo criticou o regime cubano?
Carlos Lazo criticou o regime cubano porque, segundo ele, as autoridades têm dificultado a entrega direta de insumos médicos e leite em pó a hospitais pediátricos, através de sua organização "Puentes de Amor". Afirmou que essa situação gerou descontentamento entre seus seguidores e complicações em seu trabalho humanitário.
Como o governo cubano tem respondido às acusações de Carlos Lazo?
O Ministério da Saúde Pública de Cuba (MINSAP) negou as acusações de Carlos Lazo, afirmando que nunca se proibiu a entrega de doações às instituições de saúde se forem coordenadas com antecedência. A funcionária Yilian Jiménez Expósito admitiu que, em algumas ocasiões, a entrada foi negada por falta de coordenação prévia.
Qual foi a postura adotada por Carlos Lazo diante das críticas recebidas?
Carlos Lazo reafirmou sua rejeição aos extremismos e defendeu seu trabalho em prol das crianças cubanas. Ele afirma que sua missão é ajudar os cubanos e promover a reconciliação, e pediu para não ser pressionado a se definir politicamente.
Qual tem sido a reação pública e de figuras conhecidas diante da polêmica de Carlos Lazo?
A reação pública tem sido dividida. Algumas figuras, como o cantor Israel Rojas, defenderam Lazo, classificando as acusações contra ele como "profundamente injustas". Outros o acusam de evitar uma condenação direta ao regime cubano, gerando um debate em torno de sua postura e suas ações.
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