
Vídeos relacionados:
O pessoal do Hospital Provincial de Santiago de Cuba expressa sua indignação e frustração, pois, 12 dias após o início de dezembro, o regime ainda não pagou os salários correspondentes a novembro.
Esse atraso complicou para os trabalhadores a possibilidade de adquirir alimentos para as celebrações de 31 de dezembro, em um contexto onde, à medida que o último dia do ano se aproxima, os produtos básicos ficam cada vez mais caros, agravando ainda mais seu desconforto.
Uma médica do centro assistencial entrou em contato com a redação da CiberCuba para denunciar a situação, argumentando que, embora os salários mal sejam suficientes para cobrir as necessidades básicas de um mês, considera que seus direitos como trabalhadora foram gravemente violados.
“Trabalhamos o mês vendo pacientes morrerem por falta de medicamentos e insumos. A cada dia fica mais difícil fazer diagnósticos devido à escassez de reagentes, a comida que nos dão é péssima, não há condições para fazer os plantões e agora, para piorar a situação, nosso salário está atrasado”, denunciou.
“Dizem que a partir do dia 15 é que devem nos pagar,” apontou.
A galena também considerou uma falta de respeito que tenham feito uma venda de comida no hospital, sabendo-se que os salários não haviam sido depositados nas contas.
“Venderam carne de porco a 690 pesos, um pouco mais barata do que o preço nas ruas, também feijão preto a 350 e arroz a 180. Muito poucas pessoas conseguiram comprar. Meu esposo, que é médico, e eu vivemos do salário, não tínhamos dinheiro para comprar”, indicou a médica.
Frequentemente, as redes sociais refletem os problemas enfrentados por médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, cujos salários, embora acima da média da população, são insuficientes para cobrir as necessidades básicas.
No passado, ser médico era uma profissão admirada em Cuba, pois exigia esforço na formação acadêmica, mas o trabalho era bem remunerado e esses profissionais gozavam de reconhecimento público.
A realidade atual dos médicos cubanos é bem diferente. Após a implementação das equivocadas medidas econômicas do regime, seus salários estão cada vez mais precários e muitos estão abandonando seus postos de trabalho para emigrar ou assumir outras funções, longe do setor de saúde.
Os reiterados maus-tratos dos quais são vítimas os médicos cubanos levaram muitos a questionar seu amor pela profissão.
Recentemente, outro médico de Santiago de Cuba, após anos de decepção, afirmou: “A vida em Cuba se tornou uma corrida pela sobrevivência que se desenrola em meio aos estreitos limites de apagões, falta de água, escassez e inflação.”
Perguntas frequentes sobre a situação do pessoal médico em Santiago de Cuba
Por que o pessoal do Hospital Provincial de Santiago de Cuba está indignado?
O pessoal do hospital está indignado porque não recebeu o salário referente a novembro, o que dificulta a compra de alimentos básicos, especialmente com o aumento dos preços à medida que se aproxima o fim do ano.
Quais são as condições de trabalho nos hospitais de Santiago de Cuba?
As condições de trabalho nos hospitais são precárias, com escassez de medicamentos e insumos, alimentação inadequada para o pessoal e falta de condições adequadas para cumprir turnos. Além disso, os salários são insuficientes para cobrir as necessidades básicas.
Como a crise do sistema de saúde afeta os médicos cubanos?
A crise afeta gravemente os médicos, que precisam trabalhar em condições laborais precárias, com baixos salários e falta de recursos. Isso fez com que muitos considerassem a emigração como uma alternativa para melhorar suas condições de vida.
Quais medidas o governo cubano adotou diante da crise nos hospitais?
O governo cubano priorizou algumas reformas em infraestruturas hospitalares, mas não resolveu a escassez de medicamentos e insumos. Essa falta de soluções efetivas continua a afetar a qualidade da atenção médica.
Arquivado em: