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Gloria e Emilio Estefan, duas das mais importantes figuras do exílio cubano na Flórida, participaram na segunda-feira de uma sessão virtual com funcionários da Casa Branca sobre a resposta dos Estados Unidos às protestas ocorridas em Cuba e à repressão do regime.
A dupla de artistas, que desde o início das manifestações em 11 de julho mostraram seu apoio ao povo da Ilha na luta por seus direitos, conversou com Cedric Richmond e Juan González sobre a postura do governo norte-americano em relação ao SOS Cuba.
Richmond é o assessor principal e diretor do escritório de participação pública da Casa Branca, e González é o diretor do Conselho de Segurança Nacional (CSN) para o hemisfério ocidental. Ambos debateram com vários líderes da comunidade cubano-americana sobre suas preocupações e recomendações políticas após os recentes acontecimentos na nação caribenha.
Segundo informações obtidas pela CiberCuba, além dos Estefan, participaram o ator Andy García; Carlos Saladrigas e Rick Herrero, diretores do Cuba Study Group; o investidor e empresário Mike Fernández; o empresário e mecenas das artes Carlos de la Cruz; Manny Díaz, ex-prefeito de Miami e presidente do Partido Democrata da Flórida; o ex-congressista Joe García e María Carla Chicuén, diretora executiva da Casa Cuba na Universidade Internacional da Flórida, entre outros.
Na terça-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que a administração de Joe Biden está implementando medidas para apoiar o povo cubano, como buscar maneiras de melhorar o acesso à Internet na Ilha.
"Também estamos buscando aproveitar nossos parceiros de organizações internacionais para aumentar os fluxos de assistência humanitária a Cuba", disse Psaki em coletiva de imprensa.
O governo democrata também está trabalhando para identificar os agentes que usaram a violência contra os manifestantes pacíficos e formará um grupo de trabalho para encontrar a forma mais eficaz de fazer com que as remessas cheguem diretamente ao povo.
"Que esse dinheiro ou financiamento não chegue às mãos do regime nem lhes permita encher os bolsos", destacou Psaki.
Após as protestas de milhares de pessoas que saíram às ruas em Cuba exigindo liberdade, e da violenta repressão por parte das forças do regime, o governo dos Estados Unidos mudou sua estratégia e começou a dar máxima prioridade ao tema Cuba.
"A Casa Branca está acompanhando de perto a situação em Cuba e [...] abordar o momento e a situação atual em Cuba é uma prioridade absoluta para a Administração", indicou uma declaração oficial da Casa Branca.
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