A Casa Branca marca os limites e esclarece quem será "bem-vindo" aos EUA e quem não será



A administração do presidente Donald Trump insiste em transmitir uma mensagem clara ao resto do mundo sobre questões migratórias.

Donald Trump e a Secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt (Imagem de referência)Foto © X/Karoline Leavitth

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A administração do presidente Donald Trump lançou uma nova e contundente mensagem ao mundo: entrar nos Estados Unidos já não é um direito, mas um privilégio que é concedido apenas àqueles que respeitam a lei, compartilham os valores nacionais e contribuem ativamente para o país.

Assim deixou claro Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, em declarações recentes à Fox News e também durante uma coletiva de imprensa oficial que marca um novo capítulo na política migratória dos Estados Unidos.

"Vir para os Estados Unidos é um privilégio, não um direito."

Em declarações exclusivas à Fox News, Leavitt foi enfático:

“Sólo lembraria às pessoas de todo o mundo que vir para os Estados Unidos da América é um privilégio, não é um direito. E se abusar desse privilégio, se não se alinhar com os valores dos Estados Unidos, se não respeitar nosso país, nossa cultura, nossas leis e nosso povo… não são bem-vindos aqui sob a liderança do presidente Donald J. Trump.”

Com esta afirmação, a Casa Branca envia uma mensagem inequívoca que redefine os parâmetros de admissão ao país, consolidando uma narrativa na qual a identidade nacional e a segurança se impõem sobre os princípios tradicionais de acolhimento.

“Trump fez mais do que qualquer presidente na história”

Leavitt não hesitou em elogiar o papel do atual mandatário nessa transformação:

“O presidente Trump fez mais para acabar com a imigração ilegal e fortalecer nosso sistema de imigração legal do que qualquer presidente na história.”

A funcionária defendeu a série de medidas que, há meses, vêm sendo implementadas.

Entre elas, uma proibição de viagens a 19 países considerados por Washington como “do terceiro mundo” ou “estados falidos”. Segundo Leavitt, essa lista pode ser ampliada nos próximos dias.

“A secretária Noem anunciou esta noite que recomenda que a proibição de viajar seja ampliada e cubra mais países em todo o mundo”, informou a porta-voz.

Golpe às visas especiais e maior escrutínio

Um dos focos desta ofensiva migratória tem sido o uso de vistos especiais de imigração, especialmente por cidadãos afegãos.

“Muitos afegãos têm utilizado vistos especiais para entrar em nosso país. Mas houve uma suspensão completa e uma pausa em todos”, assegurou Leavitt.

Além disso, explicou que todo o processo de visto foi submetido a um endurecimento sem precedentes.

“Reforçamos enormemente e aumentamos o processo de investigação e os requisitos para isso. Sob a liderança do secretário Rubio no Departamento de Estado, foi utilizada uma autoridade sem precedentes para revogar vistos, mesmo de pessoas que entraram legalmente, mas que representam um risco para o nosso país”, afirmou.

Esta revisão rigorosa se estende também ao sistema de asilo, que atualmente está pausado enquanto ocorre uma análise interna.

O atentado e a mudança radical na política migratória

O endurecimento ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança nacional, especialmente após o recente tiroteio que envolveu um solicitante de asilo.

Como consequência direta, as admissões de refugiados afegãos foram suspensas imediatamente, e foi confirmado que as admissões em geral “se mantêm em níveis mínimos”.

A porta-voz defendeu esta linha de ação.

“O presidente conseguiu um progresso tremendo nesse âmbito”, disse; destacando que a fronteira sul “permanece sob controle” e que houve “uma redução drástica na entrada de estrangeiros ilegais”.

Essas medidas, segundo Leavitt, não apenas respondem a uma urgência de segurança, mas também buscam moldar o perfil de quem é admitido no país.

“A prioridade da administração Trump é garantir que os futuros cidadãos amem os Estados Unidos, contribuam com valor e se integrem à sua cultura”, insistiu.

Propostas mais rigorosas: A visão de Kristi Noem

Em paralelo a essas declarações, a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, foi além em sua retórica.

Através de sua conta na rede X, propôs uma proibição total de viagem para cidadãos de países que, segundo ele, têm "inundado" os Estados Unidos com "invasores estrangeiros".

"Acabei de me reunir com o presidente. Recomendo a proibição total de viagens para todos os países que têm inundado nossa nação de assassinos, sanguessugas e viciados em assistência social", escreveu Noem, em um tom carregado de alarme e desprezo.

A funcionária não ofereceu nomes concretos, mas sua mensagem foi inequívoca.

“Nossos antepassados construíram esta nação com sangue, suor e um amor inquebrantável pela liberdade, não para que invasores estrangeiros massacrem nossos heróis, exaurem nossos impostos ganhos com tanto esforço ou nos arranquem os benefícios que devemos aos americanos. Não os queremos. A nenhum deles”, concluiu.

La Casa Blanca apresenta esta mudança como um “avanço histórico”. Segundo Leavitt: Ninguém fez mais para frear a imigração legal e ilegal do que Trump.”

Algumas das iniciativas mais drásticas em andamento incluem a proposta de revogar a cidadania de naturalizados se for comprovado que seu processo foi fraudulento ou prejudicial aos interesses nacionais.

Leavitt concluiu com uma reafirmação da nova abordagem: “Os líderes têm o dever de defender e promover os interesses de seu próprio povo, e não dos estrangeiros”.

O discurso oficial emanado da Casa Branca não deixa margem para ambiguidades. A administração Trump está reconfigurando as bases da política migratória americana, estabelecendo uma fronteira não apenas física, mas também ideológica.

Neste novo contexto, ser “bem-vindo” aos Estados Unidos implica algo mais do que cumprir requisitos legais: é uma declaração de afinidade cultural, ideológica e política com um projeto de nação definido pela exclusão seletiva e controle absoluto.

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