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A líder do movimento Damas de Blanco, Berta Soler, exigiu ao regime cubano a libertação imediata de Yosvany Rosell García, um preso político que completa neste domingo 39 dias em greve de fome e cuja vida corre grave perigo em um hospital de Holguín.
Em uma publicação no Facebook, Soler alertou que o opositor cubano se encontra em estado crítico, “algemado, encadeado, com falências renais, vertigens e sem diagnóstico médico claro”, após mais de um mês sem ingerir alimentos em protesto por sua prisão.
“Salvar a Yosvany Rosell García é muito importante. As Damas de Branco exigimos ao regime cubano a liberdade de Yosvany. Não podemos permitir que este jovem pai de três filhos morra como Boitel, Zapata ou Wilman Villar”, escreveu Soler.
A ativista responsabilizou diretamente as autoridades cubanas pelo estado de saúde do prisioneiro político e denunciou que ele permanece sob custódia e sem atendimento médico especializado.
“Está nas mãos dos repressors, esperando que morra. Não podemos permitir mais um assassinato desta ditadura criminosa comunista”, afirmou.
As Damas de Branco insistiram que García é inocente e que seu único pedido é a liberdade.
“Ele está reclamando algo muito justo, sua liberdade, porque é inocente. Queremos justiça, liberdade imediata e tratamento médico especializado”, acrescentou Soler.
O movimento opositor recordou os casos de Pedro Luis Boitel, Orlando Zapata Tamayo e Wilman Villar Mendoza, que morreram após greves de fome na prisão nas últimas décadas, e alertou que não se pode permitir que a história se repita.
Por sua parte, Mailin Sanchez, esposa de Yosvany Rosell García, publicou uma mensagem no Facebook neste domingo, confirmando que seu esposo está há 39 dias em greve de fome e que seu estado continua sendo muito delicado.
Segundo explicou, o último boletim médico indica que passou a noite sem melhorias, "com a pressão baixa, algo muito perigoso em seu estado, já que no dia anterior ele só aceitou medir a pressão durante a visita".
A mulher acrescentou que o prisioneiro político "continua tomando água" e que sua urina "continua preocupante, embora tenha ficado um pouco mais clara, não está normal".
Com evidente angústia, concluiu sua mensagem com um apelo: “Meu Deus, já se passaram 39 dias. Protege-o, livra-o de todo o mal. Coloque suas mãos milagrosas sobre este pai. Ele está em risco de vida.”
O caso de Yosvany Rosell García tem gerado crescente preocupação entre ativistas de direitos humanos dentro e fora da ilha, que responsabilizam o governo cubano por qualquer desfecho fatal decorrente de sua greve de fome e exigem uma resposta imediata.
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