Governo cubano afirma que polo turístico de Holguín não sofreu danos por Melissa

Autoridades do MINTUR afirmaram que o polo turístico de Holguín “não sofreu danos” após o furacão Melissa e que já está pronto para a temporada alta, apesar do caos no restante do leste cubano.

Playa Guardalavaca, HolguínFoto © Facebook Hotel Club Amigo Atlántico Guardalavaca

Enquanto milhares de famílias no oriente de Cuba continuam sem eletricidade, alimentos ou moradia após a passagem do furacão Melissa, o governo cubano garantiu que o polo turístico de Holguín “não sofreu danos significativos” e que já está pronto para receber turistas estrangeiros.

A informação foi divulgada pelo oficialista Sistema Informativo da Televisão Cubana, em um relatório onde a delegada do Ministério do Turismo (MINTUR) na província, Yuset Vargas, afirmou que “o território está pronto para começar a receber nossos clientes com a mesma alegria, com a mesma força, com a mesma beleza que nos caracteriza”.

No mesmo relatório, a subdiretora do Hotel Club Amigo Atlântido Guardalavaca, Rosalía Pupo, assegurou que as instalações “não sofreram grandes danos” e que foram aproveitados os dias posteriores ao ciclone para “melhorar as áreas externas, jardins, piscinas e a praia”.

Segundo o reportagem, os trabalhadores do setor se dedicaram durante uma semana a limpar as áreas costeiras e a remover os resíduos deixados pelos ventos e pela maré alta em Playa Guardalavaca.

Alguns hotéis, como o Gran Muthu Almirante Beach e o Brisas Guardalavaca, até mantiveram serviços para os turistas que decidiram ficar durante o furacão.

As autoridades locais celebraram que a "pausa forçada" possibilitou a realização de trabalhos de manutenção e que "a temporada de inverno" começará em novembro, com visitantes do Canadá e da Rússia como principais mercados.

Mas o contraste com a realidade fora dos complexos turísticos é brutal.

Enquanto o governo promove a "normalidade" nos hotéis de Guardalavaca, em municípios como Río Cauto, Cauto Cristo e Urbano Noris milhares de famílias permanecem deslocadas, os campos alagados, os apagões se prolongam e os serviços básicos mal começam a ser restabelecidos dez dias após a passagem do ciclone.

A narrativa oficial volta a priorizar a imagem turística acima da catástrofe humanitária, pois de alguma forma o regime precisa preencher seus cofres.  

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