Dos supostos narcotraficantes morreram na terça-feira após um ataque militar americano contra uma embarcação suspeita de transportar drogas no Pacífico Oriental.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou que a operação foi executada “por ordem do presidente Donald Trump” e dirigida contra um barco operado por uma Organização Terrorista Designada (OTD).
O ataque, descrito como “cinético e letal”, ocorreu em águas internacionais e não deixou baixas entre as forças estadounidenses.
De acordo com Hegseth, a inteligência militar identificou a embarcação como parte de uma rede de narcotráfico que utiliza rotas marítimas do Pacífico para introduzir estupefacientes nos Estados Unidos.
"Localizaremos e destruiremos todas as embarcações que tentem traficar drogas para o nosso país. Nenhum terrorista de um cartel tem a menor chance contra nossas forças armadas", advertiu Hegseth em sua conta oficial no X, acompanhando a publicação com um vídeo do ataque.
O governo de Trump intensificou, desde seu retorno à Casa Branca, uma estratégia de força direta contra o narcotráfico, autorizando ações militares sem a aprovação do Congresso.
O próprio presidente assegurou recentemente que não pedirá uma declaração formal de guerra contra os cartéis, considerados por sua administração como organizações terroristas estrangeiras.
"Simplesmente vamos matar aqueles que introduzirem drogas em nosso país", disse Trump no mês passado durante uma mesa-redonda sobre segurança nacional.
O ataque desta terça-feira seria pelo menos o décimo sexto contra embarcações suspeitas de narcotráfico no Caribe e no Pacífico desde janeiro, com um saldo estimado de 66 mortos.
Organizações de direitos humanos, como a União Estadunidense pelas Liberdades Civis (ACLU) e o Centro para os Direitos Constitucionais, questionaram a legalidade desses ataques. Segundo Telemundo 31, seu diretor jurídico, Baher Azmy, afirmou que “nenhum presidente pode ordenar assassinatos aéreos sem supervisão judicial ou declaração de guerra”.
Apesar das críticas, a administração Trump reiterou que proteger a pátria e eliminar a ameaça dos cartéis continuará sendo “a máxima prioridade nacional”.
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