Enquanto o furacão Melissa continua seu avanço devastador em direção ao leste cubano, as autoridades locais de Gibara, na província de Holguín, recorrem a métodos rudimentares para alertar a população sobre o iminente perigo.
Em um vídeo compartilhado pelo opositor José Daniel Ferrer García, observa-se um antigo Lada azul, com o porta-malas aberto e duas caixas de som improvisadas em seu interior, percorrendo as ruas do município enquanto reproduz em alto volume um boletim meteorológico de rádio.

“Em um veículo deteriorado da época soviética, informam a população sobre o furacão Melissa. Os mais vulneráveis sem alimentos, sem medicamentos, sem nada. Muitas habitações em mau estado, como em todo o país”, escreveu Ferrer em sua conta de X (anteriormente Twitter).
As imagens mostram uma cena que retrata a precariedade com a qual se enfrenta a emergência em muitas áreas rurais de Cuba: ruas deterioradas, habitações frágeis, crise energética e apagões em massa, além da ausência de outros meios tecnológicos para emitir alertas de emergência de forma mais eficaz.
O furacão Melissa, de categoria 5, mantém ventos sustentados de 295 km/h e já atinge com força a Jamaica. O Centro Nacional de Furacões (NHC) alertou que o sistema impactará o sudeste de Cuba durante a madrugada de quarta-feira, com chuvas torrenciais, ventos extremos e marés ciclônicas.
Em Holguín, Las Tunas e outras províncias orientais, os habitantes se preparam com os poucos recursos disponíveis, reforçando tetos e buscando abrigo em escolas ou prédios estaduais.
A cena em Gibara resume a vulnerabilidade do país diante dos desastres naturais: uma cidade que sofre com a chegada de um evento catastrófico, que se soma à catástrofe humanitária já em curso por conta da incompetência e da crise desencadeada pelo governo de Miguel Díaz-Canel, “continuidade” histórica de um regime que opta por se perpetuar no poder em detrimento do bem-estar dos cidadãos.
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